Com informações da AAFITEGO
A Associação dos Auditores-Fiscais do Trabalho em Goiás (AAFITEGO), com o apoio da Superintendência Regional do Trabalho em Goiás e da Delegacia Sindical do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (SINAIT), realizou na manhã desta quarta-feira, 28 de janeiro, um ato em alusão ao “Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo” e “Dia do Auditor Fiscal do Trabalho”.
A manifestação chamou atenção para o problema do trabalho escravo, com a divulgação do balanço das operações realizadas em 2025, em Goiás e no Brasil. Também apontou as perspectivas, avanços e retrocessos que a política de combate ao trabalho escravo vem sofrendo no país.
Entre os retrocessos, a avocação pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que passou a chamar para si processos administrativos de autos de infração referentes a ações de trabalho escravo, anulando documentos e determinando a exclusão ou a não inclusão da empresa da “Lista Suja”, Cadastro de Empregadores que submetem empregados a condições análogas às de escravo.
Essa interferência política do ministro nas atividades dos Auditores-Fiscais do Trabalho tem gerado insatisfação na categoria. “Entendemos que o ato de avocação do ministro representa ingerência política nas atividades de fiscalização, ao provocar a perda de independência técnica dos Auditores; priorizar interesses econômicos em prejuízo dos direitos humanos, esvaziar a “Lista Suja”; provocar intimidação e assédio nos AFT, com falta de transparência e publicidade; além de criar um regime de exceção administrativa, como uma terceira instância recursal nesta área”, disse Roberto Mendes, presidente da AAFITEGO.
Ainda durante o evento foi feita uma apresentação pelo Auditor-Fiscal do Trabalho Afonso Rafael Fernandes Borges em alusão à Chacina de Unaí, que completou 22 anos nesta quarta-feira, 28 de janeiro.
Participaram do ato na sede da SRTE/GO Auditores-Fiscais do Trabalho, o superintendente Regional do Trabalho, procuradores do Trabalho, desembargadores do TRT18, o juiz do Trabalho presidente da AMATRA 18, um procurador da República, o procurador-chefe da AGU em Goiás, a procuradora- chefe da DPU em Goiás, o superintendente da Polícia Rodoviária Federal, a superintendente de Direitos Humanos do Estado de Goiás, o presidente do Instituto Goiano do Direito do Trabalho e diversos sindicalistas representantes de federações e sindicatos de trabalhadores.