Ipea mapeia participação de mulheres e idosos no trabalho


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
19/10/2010



A participação de mulheres e idosos no mercado de trabalho e, consequentemente, seu papel no provimento das famílias, foi objeto de um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea. O envelhecimento da população e o crescimento do número de mulheres que trabalham fora de casa contribuíram para as conclusões do trabalho.

 

As mulheres aumentaram sua presença no mercado de trabalho a partir da década de 1970. Hoje são parcela significativa dos provedores das famílias brasileiras e continuam cumprindo jornada dupla ou tripla de trabalho, uma vez que não abandonaram as tarefas domésticas como lavar, cozinhar, ajudar os filhos nos deveres escolares, limpar, etc. O estudo apontou que, em 2009, dentre as mulheres que trabalham fora, 89,9% ainda se ocupam de tarefas domésticas, dedicando, em média, 21,8 horas por semana a este trabalho. No caso dos homens, o percentual dos que ajudam nas tarefas do lar é bem menor: 49,5%, assim como o número de horas: 9,5 horas semanais.

 

Em relação aos idosos, é cada vez maior a tendência de que continuam a trabalhar depois que se aposentam, principalmente em razão do baixo valor dos benefícios. Ainda é pequena a parcela da população que se prepara com planos de previdência privada, que complementam a renda na terceira idade. Os homens são a maior presença neste segmento – 42,1%, reflexo da cultura de uma geração em que as mulheres não saíam de casa para trabalhar com a frequência registrada nas quatro últimas décadas – apenas 18,6% das idosas continuam no mercado de trabalho.

 

O estudo do Ipea demonstra o desenho de novas estruturas familiares e sociais. Embora ainda haja muitas desigualdades entre homens e mulheres no mundo do trabalho, a participação delas é fundamental para o desenvolvimento das famílias e para a migração de classes sociais. A independência feminina também encoraja o rompimento de relações violentas ou dominadoras das quais, há algumas décadas, era muito mais complicado se desvencilhar devido à dependência econômica e ao conservadorismo.

 

A repressão ao trabalho infantil e as dificuldades em conseguir empregos que garantam a independência também está retardando a saída de filhos adultos da casa dos pais. É comum que idosos ajudem filhos e netos hoje em dia.

 

O estudo completo do Ipea pode ser acessado no link






 

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