Em 2021, as mulheres representaram 10% das vítimas de trabalho análogo ao escravo


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
09/03/2022



Por Solange Nunes, com informações do portal gov.br
Edição: Andrea Bochi


Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a Divisão de Fiscalização para a Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae), vinculada à Subsecretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Previdência (SIT/MTP), divulgou estudo mostrando que 10,42% dos resgates de trabalhadores em situação de trabalho análogo ao escravo em 2021 estavam relacionados a mulheres.


A análise levou em consideração informações das guias de Seguro-Desemprego emitidas pelos Auditores-Fiscais e entregues as vítimas resgatadas quando constatados casos de trabalho em condições análogas à escravidão.


De acordo com o perfil das resgatadas, a principal ocupação foi de trabalhadoras volantes na agricultura, quando foram encontradas 36 mulheres; seguidas de mulheres na cultura do café e na da pecuária, sendo 32, em ambos os setores.


Os dados das guias de Seguro-Desemprego também revelaram que 30,57% das trabalhadoras resgatadas residiam em Minas Gerais. Outras 19,69% moravam na Bahia; 16,58%, em São Paulo; 8,81%, em Goiás e também 8,81%, no Maranhão.


Ao preencherem as guias, os cinco estados mais indicados pelas mulheres, como sendo de origem, foram Minas Gerais, 26,94%; Bahia, 19,69%; São Paulo, 12,44%; Maranhão, 10,88% e no Piauí 7,77%.


O perfil mostra que a maioria dessas mulheres tinha de 30 a 39 anos, 25,91%. Elas recebiam até um salário-mínimo, 40,93%, e possuíam até o 5º ano do ensino fundamental incompleto, 24,87%. Quanto à raça, a maior parte das trabalhadoras, 61,66% se autodeclararam parda, mulata, cabocla, cafuza, mameluca ou mestiça de preto.


Dados consolidados


Os dados consolidados das ações concluídas de combate ao trabalho análogo ao escravo estão disponíveis no Radar do Trabalho Escravo da SIT.

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