Por Dâmares Vaz
Edição: Nilza Murari
Atento à defesa dos interesses dos filiados, incluindo os relacionados à assistência à saúde, o SINAIT solicitou uma reunião com a Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS. O objetivo é construir um canal direto de colaboração e buscar o alinhamento às atividades da ANS de controle e fiscalização das operadoras de saúde, visando maior eficiência e qualidade dos serviços oferecidos aos Auditores-Fiscais do Trabalho filiados.
O pedido do SINAIT foi motivado pela suspensão de aplicação dos reajustes no período de setembro a dezembro de 2020, medida que foi anunciada pela ANS na última semana, válida para os planos médico-hospitalares contratados a partir de 1º/1/1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/1998.
A suspensão se dará para os reajustes por variação de custos (anual) referentes a 2020 e para os reajustes por mudanças de faixa etária ocorridas em 2020 em planos de saúde de assistência médico-hospitalar, de acordo com o órgão regulador – veja aqui informações completas sobre a medida.
Com o objetivo de obter sempre os melhores planos coletivos possíveis, combinando valores acessíveis e ampla cobertura de serviços médicos e hospitalares, o SINAIT realiza um trabalho de mediação entre seguradoras e filiados.
Mas apenas os reajustes nos valores dos planos são negociados diretamente com as operadoras. Todas as demais regras para os planos coletivos são reguladas pela ANS, como a cobertura assistencial obrigatória, o rol de serviços ofertados e os termos de gerência no caso de conflitos entre segurados e seguradoras. Assim, o Sindicato entende ser necessário construir esse canal de colaboração.
“Por meio desse canal, espera-se ampliar o diálogo entre os filiados do SINAIT e a ANS. O Sindicato atuaria como um intermediador para reportar à ANS, de maneira organizada, as experiências de seus filiados junto às seguradoras, denunciando eventuais práticas irregulares e permitindo que a agência realize com maior precisão sua tarefa de monitoramento da qualidade dos serviços de saúde”, pontuou a entidade em ofício enviado ao órgão – acesse aqui o documento.
A entidade frisou também que pode colaborar oferecendo dados sobre as demandas por serviços de saúde, para que o órgão regulador mapeie os tipos de serviços que devam ser incluídos no seu rol de assistência ou cuja cobertura deva ser ampliada.