O acidente ocorreu com caminhão da empresa que prestava serviços terceirizados de manutenção da rede elétrica
Os Auditores-Fiscais do Trabalho da Gerência Regional do Trabalho e Emprego - GRTE de Campinas estiveram em Viracopos para colher informações e dados técnicos sobre o acidente que causou a morte de um operário, na última quinta-feira, 24 de outubro. Outro operário que também estava na plataforma onde ocorreu o acidente sobreviveu e está no hospital.
O trabalhador que morreu tinha apenas 19 anos. Ele caiu da plataforma elevatória de um caminhão guindaste quando trocava a lâmpada de um poste localizado no estacionamento de ônibus e não resistiu a uma parada cardíaca e aos graves ferimentos.
Os trabalhadores eram contratados pela empresa terceirizada Tormel Engenharia que presta serviço para o Consórcio Construtor Viracopos (CCV).
Segundo a Auditora-Fiscal do Trabalho Márcia Caroline Marques, não cabia a interdição da atividade do caminhão, pois ele tombou e ficou inutilizado. "O próprio equipamento já está inoperante", explicou. Segundo ela, já foram solicitados documentos do Consórcio Construtor Viracopos (CCV), ente eles, o manual do veículo e o histórico de manutenção.
O acidente de quinta-feira foi o terceiro no Aeroporto Internacional de Viracopos em sete meses. O desabamento de uma laje de madeira nas obras de ampliação, em abril, deixou 14 operários feridos. O primeiro acidente ocorreu em março, quando um soterramento provocou a morte de um operário e deixou dois feridos.
O Grupo Móvel de Auditoria de Condições de Trabalho em Obras de Infraestrutura – Gmai havia fiscalizado a empresa Tormel em agosto deste ano e, na ocasião, aplicou cinco autos de infração.
Explosão na esplanada dos Ministérios
Em Brasília, outro acidente deixou 30 pessoas feridas sem gravidade no prédio dos Ministérios do Transporte e Comunicações. A explosão foi causada por problema na subestação de energia da Companhia Elétrica de Brasília – CEB, que fica no subsolo do edifício.
As pessoas precisaram ser atendidas pelo Corpo de Bombeiros por terem respirado fumaça tóxica e 16 delas chegaram a ser levadas para o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN).
Segundo o subsecretário de administração do Ministério das Comunicações, Ulysses Melo, havia três técnicos da distribuidora de energia na sala de controle da subestação no momento do curto-circuito, mas nenhum ficou ferido com gravidade. Ulysses informou que a responsabilidade pela subestação é inteiramente da CEB.