Seguro-Desemprego poderá ter reajuste de 9%


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
30/09/2013



O reajuste do Seguro-Desemprego, para quem recebe parcelas acima do salário-mínimo, passará dos 6,2% atuais para 9%, segundo anúncio do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE feito na última quinta-feira, 26. A nova correção precisa ser aprovada pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador – Codefat que se reunirá no dia 31.


Segundo o MTE, o reajuste será repassado a 50% dos beneficiários. A despesa com o reajuste será de R$ 250 milhões se o Conselho aprovar a medida. Atualmente são gastos R$ 30 bilhões com o Seguro-Desemprego.  


O Ministério também anunciou que o impacto do reajuste já faz parte do aporte de R$ 7 bilhões, resultantes da desoneração do recolhimento do Programa de Integração Social e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PIS/Pasep, previstos pelo Tesouro Nacional.


Leia mais na matéria abaixo.


26-9-2013 – Agência Brasil


Ministério do Trabalho anuncia reajuste de 9% no seguro-desemprego


O MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) confirmou que está acertada a nova correção do seguro-desemprego para os trabalhadores que têm direito ao benefício no valor acima de um salário mínimo – R$ 678.


De acordo com o índice usado atualmente para essa faixa, o reajuste é 6,2%. Quando a medida for aprovada, o percentual passará para 9%, antiga base de cálculo do seguro e usada para o reajuste do salário mínimo.


A medida tem de ser aprovada pelo Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador) no próximo dia 31, o que deverá ocorrer, segundo o presidente do conselho e secretário de Políticas Públicas do ministério, Sérgio Vidigal.


Cerca de 50% dos que têm direito ao seguro-desemprego serão beneficiados pela medida. O MTE estima que sejam gastos cerca de R$ 30 bilhões com o pagamento de seguro-desemprego neste ano. O reajuste dos valores deverá gerar despesa de R$ 250 milhões, caso seja aprovado para o início de agosto.


De acordo com o ministério, o impacto da mudança já está incluído no aporte de R$ 7 bilhões previstos pelo Tesouro para a desoneração de recolhimento do PIS/Pasep (Programa de Integração Social e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) nas folhas de pagamento.


Segundo o ministro do Trabalho, Manoel Dias, a medida teve o aval da Casa Civil e do Ministério da Fazenda, apesar da preocupação com os gastos adicionais no contexto dos atuais cortes de despesas. Por isso, o MTE deverá renegociar as aplicações do Codefat para o próximo ano.

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