Auditores-Fiscais interditam 36 máquinas diante de grave e iminente risco para os trabalhadores

Auditores-Fiscais do Trabalho da Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Osasco (SP) interditaram 36 máquinas na empresa metalúrgica Bergson diante da constatação de grave e iminente risco


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
19/08/2013



Auditores-Fiscais do Trabalho da Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Osasco (SP)  interditaram 36 máquinas na empresa metalúrgica Bergson diante da constatação de grave e iminente risco. A ação, realizada no dia 24 de julho, provocou a total interrupção das atividades da empresa.


Segundo o Auditor-Fiscal Rodrigo Caldas Oliveira, as prensas mecânicas excêntricas e similares, com acoplamento para descida do martelo por meio de engate por chaveta, encontradas na metalúrgica, estão obsoletas. Os equipamentos precisam obrigatoriamente passar por uma adequação para continuar operando, o que não ocorreu com as máquinas interditadas.


“É importante destacar que, conforme a Norma Regulamentadora - NR 12, é proibida a importação, fabricação, comercialização, leilão, locação e cessão desse equipamento. Porém, como ainda encontramos um grande número dessas prensas nas empresas, permitiu-se a reforma para adequá-las às regras de proteção”, explicou Rodrigo. A NR 12 é responsável pela regulamentação dos padrões de segurança em máquinas e equipamentos, de modo a eliminar as zonas de riscos.  


No caso da metalúrgica, segundo o Auditor-Fiscal, foi necessária a interdição imediata, por apresentar risco iminente de esmagamento e mutilação de dedos e mãos dos trabalhadores. E acrescentou que também havia o risco de rompimento da biela, podendo causar a morte desses trabalhadores por traumatismo craniano. “A empresa atua há cerca de 40 anos e utiliza máquinas antigas. A legislação avançou e o maquinário não acompanhou essa evolução e não atende à lei”, disse Rodrigo.


No último dia 15 de agosto, semana passada, uma nova fiscalização manteve a interdição das máquinas, diante da falta de adequação. Os proprietários informaram que estão buscando meios de ajustar parte das prensas, para solicitarem a suspensão parcial das interdições.


Rodrigo avalia que a inércia das empresas, ao deixarem de investir na manutenção e ajuste das máquinas e equipamentos em conformidade com as exigências atuais das NRs, leva a situações como essas, em que o trabalhador  atua sem a proteção devida. Muitas vezes, o resultado disso é o acidente de trabalho.

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