Em artigo, o jornalista e analista político Antônio Augusto de Queiroz, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar – Diap, analisa o momento atual que, em sua opinião, exige respostas do governo aos movimentos sociais e mudanças na equipe econômica. Ele fala de desorientação política do governo, exemplificada com decisões que o governo toma para, logo em seguida, refluir.
Segundo Toninho, a falta de respostas e mudanças poderá agravar a situação econômica, levando à estagnação, num primeiro momento, e à recessão, num segundo momento. A saída seria investir no setor produtivo, sem apostar unicamente no consumo, até porque o nível de endividamento das famílias cresceu muito.
O Sinait publica o artigo "A fotografia e as razões da crise" e acrescenta que a desorientação política do governo se reflete também no serviço público, pois sem os investimentos necessários no funcionalismo não é possível promover mudanças, oferecer serviços de qualidade e que cheguem à população que mais precisa deles. É o caso da Auditoria-Fiscal do Trabalho, que pode ser um agente de mudanças, por exemplo, quanto ao trágico número de acidentes de trabalho ou à sonegação do FGTS e da Previdência Social, ao detectar e suspender situações de perigo iminente nos locais de trabalho e combater a informalidade. Entretanto, a escolha do governo foi autorizar um pífio concurso com apenas 100 vagas, quando o número de vacâncias na carreira já passa de 830.
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