Mais acidentes de trabalho. Todo dia tem.


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
04/03/2013



O Sinait noticia mais dois graves acidente de trabalho, ambos ocorridos no dia 26 de fevereiro. Felizmente, nos dois casos, os trabalhadores não morreram, mas terão sequelas pelo resto da vida. Todo dia acontecem acidentes. Apenas alguns poucos ganham a mídia. A grande maioria de trabalhadores acidentados e doentes permanece no anonimato.


 


Em Parnamirim (RN), um eletricista que instalava um transformador no alto de um poste recebeu uma descarga elétrica e ficou por cerca de uma hora grudado ao aparelho, até ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros.


 


O homem de 51 anos realizava um trabalho para clínica particular no momento do acidente. Ao receber o choque, ele conseguiu pular para cima do transformador, que não estava ligado e não recebeu a descarga elétrica, e ficou ali deitado esperando o socorro. Ele sofreu queimaduras de primeiro e segundo graus nos braços, pernas e nádegas, e não corre o risco de morrer. Porém, permanece internado no Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, e, segundo informações do hospital, está “desnorteado” em consequência do choque.


 


Os bombeiros relataram que o eletricista utilizava apenas um cinto de segurança no local do acidente, que o impediu de cair de cima do poste. Não utilizava outros equipamentos que poderiam ter evitado o choque, como luvas e calçados isolantes. A concessionária de energia disse que o trabalhador não é ligado à empresa nem como efetivo nem como terceirizado. O serviço que ele estava realizando era particular.


 


O setor elétrico é o segundo em número de acidentes de trabalho no país. Sindicatos de trabalhadores por todo o Brasil denunciam o abuso na contratação de trabalhadores terceirizados que, em algumas empresas, chega à proporção de três terceirizados para um efetivo. Longas jornadas de trabalho e em condições adversas também são fatores que contribuem para que ocorram acidentes. Neste segmento os acidentes, em geral, são graves ou fatais, envolvendo queimaduras e quedas que, quando não matam o trabalhador, deixam sequelas ou o afastam definitivamente do trabalho.


 


Auditores-Fiscais do Trabalho em todo o país fiscalizam o setor elétrico e alguns já desenvolveram estudos apontando que acidentes de trabalho acontecem com mais frequência entre os trabalhadores terceirizados, confirmando o que dizem os sindicalistas. Falta de treinamento, longas jornadas de trabalho e falta de uso de equipamentos de segurança estão entre as causas detectadas.


 


Sem dedos nas mãos


No segundo caso, no município de Rio Preto (SP), um jovem trabalhador de 20 anos perdeu quatro dedos da mão direita e dois da mão esquerda quando operava uma máquina de corte de chapa de aço.


 


Ele foi socorrido e recebeu atendimento no Hospital de Base. Ele passou por uma cirurgia no dia 27, para tentar diminuir a lesão. Porém, aos 20 anos, terá que conviver com a mutilação para o resto de sua vida.


 


As circunstâncias do acidente ainda não foram divulgadas, porém, os indícios apontam, também, a falta de equipamentos de proteção.


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