Passados 138 anos, o povo negro continua sendo humilhado, segregado, escravizado.
Os negros compõem mais de 55% da população brasileira e são os mais pobres, com piores salários e péssimas condições de vida. Além de sofrerem todos os tipos de insegurança, desde a alimentar até a das ruas, onde são submetidos a diversas formas de violência pelo próprio Estado.
O negro ainda é tratado como um ex-escravizado. Ainda se vive em uma sociedade escravagista, colonialista, estratificada.
Haja vista o trabalho análogo à escravidão contemporâneo, rural, urbano e doméstico, que têm sido objeto de proteção da Auditoria Fiscal do Trabalho por meio do Grupo Móvel.
Ultimamente, o trabalho doméstico, onde mulheres negras são empregadas para trabalhar em casas de família e sofrem todo o tipo de exploração, tem recebido um olhar mais atento da Auditoria Fiscal do Trabalho.
Que estas ações fiscais prossigam para pôr fim às práticas desumanas, que aprofundam as desigualdades sociais e afrontam os direitos humanos. A escravidão foi abolida, mas sua lógica não foi desmontada.