No dia 22 de fevereiro o Ministério Público Federal entregou ao governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia, um documento assinado por diversas entidades e instituições, entre elas o Ministério do Trabalho e Emprego, pedindo a criação da Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo – Coetrae no Estado.
A Coetrae está prevista no Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo e para ser criada depende de ato do governador. Estados como Bahia, Mato Grosso, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins já criaram as Comissões Estaduais que congregam várias instituições e agem no combate ao trabalho escravo.
Minas Gerais está em sexto lugar na lista de ocorrência de casos de trabalho escravo no Brasil. O documento entregue ao governador Anastasia cita a Chacina de Unaí, crime em que foram assassinados os Auditores-Fiscais do Trabalho Eratóstenes Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva e o motorista Ailton Pereira de Oliveira. Embora eles não estivessem em ação de combate ao trabalho escravo, o caso é sempre relacionado com a prática por ter acontecido em região rural.
Entre as instituições que assinaram o documento firma-se a expectativa de que a Coetrae seja lançada durante seminário sobre trabalho escravo que acontecerá nos dias 18 e 19 de abril, em Belo Horizonte, com participação do Sinait.