A região do Vale do Paraíba (SP) que, reúne 14 municípios importantes a leste do Estado de São Paulo e ao Sul do Estado do Rio de Janeiro, emerge com números assustadores do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS pela concessão de 5.009 auxílios-doença por acidente de trabalho, em 2012, numa média de 13 trabalhadores machucados por dia, além de dez pensões por morte.
A aferição foi realizada nos municípios de São José dos Campos, Taubaté, Jacareí, Guaratinguetá, Pindamonhangaba, Aparecida, Caçapava, Cruzeiro, Lorena, Campos do Jordão, Caraguatatuba, São Sebastião, Ubatuba e Cachoeira Paulista.
Segundo os números do INSS, uma parte dos registros é referente aos trabalhadores feridos no punho e nas mãos, fraturas e dores nas costas, com sequelas na coluna vertebral, principalmente, região lombar.
Prevenção
Em função das evidências, indústrias de São José dos Campos estão investindo em prevenção com o objetivo de diminuir os acidentes de trabalho. Numa empresa da cidade, todos os empregados foram treinados e receberam noções básicas de como prevenir acidentes de trabalho.
Deste jeito, não será surpresa se o Anuário Estatístico da Previdência Social 2012 trouxer números ainda mais assustadores do que o de 2011, que registrou mais de 711 mil acidentes de trabalho com mais de 2.700 óbitos por ano. São números oficiais, que não levam em conta os acidentes de trabalho que não foram comunicados pelas empresas à Previdência Social, o que poderia elevar as estatísticas consideravelmente.
Além da prevenção praticada pelas empresas, é preciso investir na Auditoria-Fiscal do Trabalho no país, que orienta e direciona para o cumprimento das normas determinadas por lei para a proteção e a segurança do trabalhador, exigindo o cumprimento da lei. Investimento que pode ser efetivado com o aumento do número de vagas para o concurso público de Auditor-Fiscal do Trabalho aprovado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MP de 100 para os 629 solicitados pelo Ministério do Trabalho e Emprego – MTE. Este seria o patamar mínimo, que não cobre, sequer, os cargos que já estão vagos, que já são mais de 700.
Com informações do G1 Vale e Região.