Em Goiás, outro trabalhador teve o braço esmagado em uma máquina utilizada para coar areia
Uma parede de concreto cedeu e matou um trabalhador na construção do residencial Dunas de Parnaíba, obra do Minha Casa Minha Vida, no sábado, 23 de fevereiro, em Parnaíba/PI. O operário, Francisco Eudes, tinha 35 anos, e teve a cabeça esmagada.
A construção de 1.008 apartamentos, com aproximadamente 700 operários em atividade, faz do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC 2. A empresa Betacon Construções LTDA, sediada em Teresina, é a responsável pela obra que custará R$ 48 milhões.
O Corpo de Bombeiros, e a Polícia Civil estiveram no local para averiguações.
Em Mineiros (GO), um homem teve o braço esmagado em um canteiro de obras de construção de unidades residenciais no Setor Vilhena, na sexta-feira, 22 de fevereiro. O trabalhador de nome Bruno, com aproximadamente 30 anos, teria encostado na peça que liga uma peneira elétrica à máquina utilizada para coar areia, quando ocorreu o acidente.
O Corpo de bombeiros encontrou o trabalhador com o braço preso à máquina, sendo necessária a utilização de uma serra poli corte para a retirada do membro. A vítima ficou em estado de choque.
A manutenção da segurança e higiene do ambiente laboral merece a devida atenção por parte do empregador de forma a garantir a saúde, a dignidade e a própria vida do trabalhador. Mas no cenário atual, especialmente na construção civil, o que se nota é um aumento dos casos de acidentes de trabalho, com e sem mortes, que causam prejuízos de ordem moral e patrimonial ao trabalhador e seus familiares.
O Sinait insiste em lembrar que milhares de acidentes de trabalho ocorrem diariamente, mas somente os casos mais graves são divulgados pela mídia. Os números mostram que, nos últimos anos, o quadro triste e trágico se repete, o número de acidentes com vítimas fatais cresceu.
Os Auditores-Fiscais do Trabalho sabem que a prevenção é o melhor “remédio” para combater esse mal. Estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA em cooperação técnica com o Sinait constatou que para a Auditoria-Fiscal do Trabalho conseguir combater efetivamente os acidentes de trabalho que vêm acontecendo pelo país, são necessários mais 5.700 Auditores-Fiscais que, somados aos cerca de 2.900 em atividade hoje, formariam um contingente capaz de atender as 7 milhões de empresas e os 44 milhões de empregados no mercado formal de trabalho. Atualmente a média é de um Auditor-Fiscal para fiscalizar 3 mil empresas. Um quadro extremamente defasado.
O Sindicato tem denunciado a situação de insegurança a que estão submetidos os trabalhadores brasileiros e reivindica concurso para a fiscalização trabalhista, mas o pedido de 629 vagas se resumiu em uma autorização para 100 vagas, o que é uma vergonha diante do cenário atual por que passa o país.
Com informações dos sites 180 graus e Contato10.