Está sob análise da Câmara o Projeto de Lei nº 4.582/12, de autoria do deputado Marcelo Matos (PDT/RJ), que em seu texto determina que, para a contratação de empréstimos consignados, será exigida a presença do aposentado e pensionista do INSS. Caso não seja possível a presença do beneficiário, será necessária procuração dando poderes específicos e com firma reconhecida.
A proposta pretende impedir os constantes golpes aplicados em aposentados e pensionistas, que são os principais alvos de golpistas e estelionatários. Muitas vezes, isso ocorre porque alguns idosos desconhecem o processo para adquirir empréstimo. Na maioria dos casos, a abordagem acontece com o vendedor, de porta em porta, oferecendo mercadorias e, ao mesmo tempo, apresenta como opção, o crédito consignado. Outros se aproveitam da inocência do idoso e, sob o argumento de que estão atualizando os dados cadastrais, aproveitam para pegar a assinatura e números de documentos.
A matéria será analisada por duas comissões: Seguridade Social e Família - CSSF e pela Constituição e Justiça e de Cidadania – CCJ, antes de ir à Plenário.
Leia matéria da Agência Câmara:
6-2-2013 – Agência Câmara
Projeto cria regras para evitar fraude em consignado de aposentados
A Câmara analisa o Projeto de Lei 4582/12, do deputado Marcelo Matos (PDT-RJ), que exige a presença de aposentados e pensionistas do INSS na contratação, por essas pessoas, de crédito consignado (empréstimo com desconto de prestações na folha de pagamento).
Se não for possível a presença do beneficiário, a operação poderá ser feita por meio de procuração, com poderes específicos e com firma reconhecida.
A proposta proíbe a contratação do empréstimo por telefone ou pela internet. Com a medida, Marcelo Matos espera evitar fraudes de que são vítimas aposentados e pensionistas. O empréstimo consignado, afirma, oferece espaço para abusos cometidos por pessoas que se apoderam dos dados de outros cidadãos.
O projeto inclui a medida na Lei do Crédito Consignado (10.820/03), que hoje não prevê tais regras de segurança.
Tramitação
O projeto tramita em conjunto com o PL 1645/11, que será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. As propostas também precisam ser votadas pelo Plenário.
Íntegra da proposta:
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Pierre Triboli