Congresso Nacional adia votação do Orçamento para depois do Carnaval


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
05/02/2013



Em reunião na manhã desta terça-feira, 5 de fevereiro, líderes da Câmara dos Deputados e do Senado não conseguiram entrar num acordo para a votação do Orçamento da União para 2013, que estava prevista para acontecer ainda hoje. O ponto polêmico é a votação dos mais de três mil vetos presidenciais que aguardam para serem apreciados pelos parlamentares, especialmente o veto da redistribuição dos royalties do petróleo.

 

Com isso, a votação ficou adiada para depois do Carnaval, ainda sem data marcada.

 

Os Auditores-Fiscais do Trabalho e outras carreiras de Estado aguardam a votação do projeto de lei que modifica a lei orçamentária para permitir que os acordos celebrados depois de 31 de agosto de 2012 sejam incluídos na peça orçamentária, bem como do projeto de lei do reajuste, propriamente dito. Os efeitos do reajuste de 15,8%, divididos em três anos, deverão ser retroativos a janeiro de 2013.

 

Veja notícias sobre o adiamento da votação:

 

5-2-2013 – Agência Câmara

Votação do Orçamento é adiada para depois do Carnaval

 

Oposição tenta garantir votação dos mais de 3 mil vetos presidenciais antes da análise da proposta orçamentária.

 

A votação do Orçamento, prevista para esta terça-feira (5), foi adiada para depois do Carnaval, ainda sem data marcada. Os líderes da Câmara e do Senado reuniram-se esta manhã para tentar um acordo para votação, o que não aconteceu.

 

Os deputados da oposição tentam garantir a análise dos 3.025 vetos presidenciais existentes na pauta do Congresso antes da votação do Orçamento. Entre eles estão os vetos da presidente Dilma Rousseff ao projeto que redistribuiu os royalties do petróleo entre os estados, ao Código Florestal e à proposta que extingue o fator previdenciário.

 

Decisão STF

A oposição argumenta que uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de dezembro passado, determina que os vetos tranquem todas as votações do Congresso. A decisão impediu a votação em regime de urgência dos vetos dos royalties antes da análise dos vetos anteriores.

 

Em nota à imprensa, o ministro Luiz Fux chegou a explicar que sua decisão não afetaria a tramitação do Orçamento. Mas, segundo o líder do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio (SP), a decisão do STF afeta sim a votação do Orçamento. “O que não está nos autos do processo não existe no mundo jurídico. A simples nota à imprensa do ministro Fux não permite a votação do Orçamento”, argumentou. O líder do DEM, Ronaldo Caiado (DEM-GO), concordou: “O ministro só pode falar nos autos”.

 

Segundo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), no entanto, não há qualquer impedimento jurídico para a votação do Orçamento. “A decisão é clara e trata somente da votação cronológica dos vetos, não tem nada a ver com o Orçamento. A peça orçamentária só não será votada hoje por falta de acordo”, disse.

 

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, lamentou o adiamento da votação: “O Orçamento interessa não só ao governo federal, mas ao País todo, aos estados e municípios, que são geridos por todos os partidos. Teremos de construir um consenso para sua aprovação”.

 

Votação em bloco

O deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) também participou da reunião desta manhã e disse que a oposição espera analisar os vetos mais polêmicos um a um e deixar o restante para votação em bloco. Contudo, segundo líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), o método de votação dos vetos ainda não foi definido: “É necessário um parecer prévio sobre cada um dos vetos, de acordo com o Regimento. De qualquer forma, creio que o Supremo Tribunal Federal ainda deverá analisar o tema de forma mais abrangente na sua decisão final. Não dá para antecipar esse formato”, disse.

 

Reportagem – Carolina Pompeu 

Edição - Daniella Cronemberger

 

 

5-2-2013 – Agência Senado

Falta de acordo adia votação do Orçamento

 

Foi encerrada sem acordo reunião dos líderes partidários realizada na manhã desta terça-feira (5) para deliberar sobre a pauta legislativa.  Por falta de entendimento em relação à votação da proposta de Lei Orçamentária de 2013, o presidente Renan Calheiros (PDMB-AL) decidiu cancelar a sessão conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado marcada para as 17h.

 

Segundo Renan, partidos da oposição e da base do governo não concordaram em votar o Orçamento antes dos parlamentares deliberarem sobre os mais de três mil vetos presidenciais que aguardam na fila. O presidente também apontou a falta de quórum como outro fator a inviabilizar a votação do projeto nesta terça.

 

– O processo legislativo caminha pelo consenso e pelo entendimento. Não havia consenso, como muitos sabem e dificilmente teríamos quórum. Eu fiz um apelo vamos votar. Há uma expectativa muito grande do país em relação ao investimento não dá mais para ficar fazendo investimentos por medida provisória. Infelizmente não foi possível - disse Renan Calheiros.

 

O impasse para a votação do Orçamento vem desde o final do ano de 2012 com a indefinição criada a partir da liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux sobre a ordem de apreciação dos mais de três mil vetos pendentes no Congresso, a votação do Orçamento de 2013 foi adiada para este ano.

 

– Imaginava-se que esse em entendimento já estava feito quando da aprovação pela oposição e governo do Orçamento na Comissão Mista – assinalou o líder do PMDB e do Bloco da Maioria, o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE).

 

Com o cancelamento, nova sessão conjunta só deverá ser convocada após o Carnaval. Se não houver acordo até lá, a tendência é que a questão seja decidida no voto, afirmou Renan Calheiros.

 

- Se não houver acordo e consenso, vota, decide pelo voto, mas vamos fazer isso em outro momento. Não é nesse momento agora – disse Renan.

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