Brasil é o 5º país que mais contratou trabalhadores em 2012. Deve, por isso mesmo, fortalecer a fiscalização


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
05/02/2013



De acordo com a consultoria britânica Grant Thornton, o Brasil foi o quinto país do mundo que mais abriu vagas no mercado de trabalho em 2012, o equivalente a 42% das empresas. O resultado é o melhor desde 2009. O país ficou atrás da Índia (62%), Turquia (60%) e Peru (57%). 


A Grant Thornton considerou que esse avanço se deu mesmo com as dificuldades do Brasil em promover a qualificação de mão de obra e das barreiras que prejudicam “iniciativas de infraestrutura”. Por conta da crise financeira internacional, países da Zona do Euro como Grécia, Espanha e Irlanda, os mais afetados, tiveram os menores índices.

 

Para o Sinait, os números são positivos e refletem, entre outros aspectos, a importância da atuação da Auditoria-Fiscal do Trabalho na formalização dos vínculos de emprego e na verificação do cumprimento da legislação trabalhista. Para melhorar os índices ainda mais é necessário que o efetivo de Auditores-Fiscais seja ampliado com a realização de concursos públicos e criação de novos cargos, por lei.

 

A situação atual, de menos de três mil Auditores-Fiscais em atividade, com perspectiva de que cerca de 400 se aposentem brevemente, não favorece a continuidade de números positivos, pois é inversamente proporcional ao que acontece no mercado de trabalho: enquanto o número de empregos formais cresce, o número de Auditores-Fiscais do Trabalho diminui. O desequilíbrio já existe e tende a se aprofundar caso o governo não tome providências de curto, médio e longo prazos.

 

Mais informações nas matérias abaixo.

 

4-2-2013 – Folha on line

Brasil foi 5º país que mais contratou em 2012, diz pesquisa

 

O Brasil foi o quinto país que mais contratou novos profissionais no ano passado, segundo pesquisa da empresa de consultoria britânica Grant Thornton.

 

O estudo aponta que 42% das empresas brasileiras abriram novas vagas em 2012, o melhor resultado desde 2009, quando o país ficou em segundo no ranking.

 

Em 2011 o Brasil ficou em 150, com índice de contratação de 40%.

 

No ranking global, que avaliou 12.500 companhias privadas de 44 países --cerca de 280 empresas de cada nação--, o Brasil ficou com o quinto maior nível de contratação do período, atrás apenas de Índia (62%), Turquia (60%), Peru (57%) e Chile (43%).

 

"A despeito da latente falta de qualificação da mão de obra local, nossas empresas estão contratando como nunca", afirma o sócio diretor da Grant Thornton do Brasil, Paulo Sérgio Dortas.

 

Na outra ponta da tabela, os países com menor índice de contratação foram Grécia, Espanha e Irlanda, todas economias que sofrem com os efeitos da crise na Zona do Euro.

 

Os grupos que mais contrataram foram os países da América Latina, com média de 35%, e os do BRIC (sigla formada por Brasil, Rússia, China e Índia), com 31%.

 

Quem menos recrutou foram as empresas da zona do euro, com 14%. A exceção ficou com a Alemanha, onde 36% das companhias relataram ter contratado funcionários nos últimos 12 meses.

 

SALÁRIOS

A pesquisa também aponta que 24% dos empresários brasileiros pretendem dar um aumento real --acima da inflação-- aos seus empregados neste ano. O número sobe para 88% se levado em consideração também os reajustes equivalentes à inflação.

 

Suécia (42%), Chile (33%), Tailândia (27%) e Índia e Peru (ambos com 26%) são os países que ficam à frente do Brasil nesse quesito.

 

 

5-2-2013 – O Globo

Brasil é o quinto país que mais contratou nos últimos 12 meses

 

Segundo dados da Grant Thornton, 42% das empresas brasileiras contrataram novos profissionais no período

 

RIO - Nos últimos 12 meses, 42% das empresas no Brasil contrataram novos profissionais. Segundo dados do International Business Report (IBR) 2013 da Grant Thornton, empresa de auditoria e consultoria internacional, na lista global, que avalia 12.500 companhias privadas de 44 países, o Brasil ficou com o quinto maior nível de contratação no período, atrás de Índia (62%), Turquia (60%), Peru (57%) e Chile (43%). No ano anterior, o índice referente ao Brasil foi de 40%.

 

Ao comentar os números em m nota, Paulo Sergio Dortas, sócio-diretor da Grant Thornton do Brasil, disse que o resultado brasileiro ocorreu em um cenário de baixo crescimento do PIB e atraso nas principais obras do país. Dessa forma, segundo ele, se o Brasil conseguir "romper essas barreiras que vêm paralisando as iniciativas de infraestrutura", 2013 será mais um ano de recordes no país.

 

Na outra ponta da tabela, os países com menor índice de contratação foram Grécia, Espanha e Irlanda.

Por região, as que mais contrataram foram América Latina (35%) e os países dos BRICs (31%). Já quem menos recrutou foram as empresas da zona do euro (14%) - exceção para a Alemanha, onde 36% das companhias relataram ter contratado nos últimos 12 meses.

 

Ainda segundo o IBR, 24% dos empresários brasileiros ouvidos pretendem elevar os salários dos colaboradores acima da inflação nos próximos 12 meses. Quando também leva-se em conta o aumento em linha com a inflação, o número sobe para 88%. Suécia (42%), Chile (33%), Tailândia (27%), Índia e Peru (ambos com 26%) são os países onde mais empresários pretendem conceder aumentos reais a seus funcionários.

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