Um dos momentos mais emocionantes do Ato Público realizado pelo Sinait e pela AAFIT/MG no dia 28 de janeiro em Belo Horizonte, para homenagear os Auditores-Fiscais do Trabalho Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva, e o motorista Ailton Pereira de Oliveira, cujo assassinato completou nove anos, foi a fala de Marinês Lima de Laia, viúva de Eratóstenes.
Ladeada por Genir Lage, viúva de João Batista e por Helba Soares, viúva de Nelson, em frente ao prédio da Justiça Federal, Marinês disse que considerou a decisão da juíza substituta da 9ª Vara Federal, Raquel Vasconcelos, "um balde de água fria". "Nossas famílias são simples, trabalhadoras. Merecemos respeito", disse ela, com tristeza.
Segundo ela, todos acreditavam que neste início de ano tudo estaria finalizado e a Justiça teria sido feita para diminuir o sofrimento daqueles que convivem com o sentimento de impunidade. Marinês qualificou a decisão da juíza de transferir o julgamento para a Vara Federal de Unaí como “muito tola”. E acrescentou: "Quero dizer para a digníssima juíza que estamos indignados com a sua atitude".
Os manifestantes usavam camisetas que remetiam ao lema da bandeira de Minas Geras – "Liberdade ainda que tardia" –, porém, com a palavra "justiça" no lugar de "liberdade". Auditores-Fiscais do Trabalho, familiares, sindicalistas e representantes de instituições também ostentaram pirulitos e faixas com frases que demonstram confiança na Justiça e que exigiam o Julgamento Já, em BH!