Profissão Repórter - Ação da Auditoria-Fiscal do Trabalho no setor de confecções


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
10/08/2012



Repórteres do programa acompanharam fiscalizações dos Auditores-Fiscais do Trabalho Luis Alexandre Faria e Suêko Cecília Uski em fiscalizações em confecções em São Paulo, onde foram encontrados trabalhadores estrangeiros em situação degradante 


O programa “Profissão Repórter”, da Rede Globo, apresentou no dia 7 de agosto um mapa da confecção no Brasil, fazendo um traçado de quatro cidades, no corte, na feitura, no custo do produto, na venda da calça jeans e o custo final nas lojas, além do trabalho da Auditoria-Fiscal do Trabalho nessas redes. O programa é dividido em três blocos.

 

Os repórteres do programa acompanharam os Auditores-Fiscais do Trabalho Luís Alexandre Faria e Suêko Cecília Uski, da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo – SRTE/SP, em ação de fiscalização em pequenas confecções de São Paulo, dentre elas, duas com trabalhadores bolivianos. Su~eko é diretora do Sinait.

 

Durante a fiscalização nas confecções, em São Paulo, os Auditores-Fiscais tiveram a presença do presidente da CPI do Trabalho Escravo, deputado Cláudio Puty (PT/PA), do relator da CPI, deputado Walter Feldman (PSDB/SP), e do integrante da mesma comissão, deputado Ivan Valente (PSOL/SP). Esta ação aconteceu em julho e foi noticiada pelo Sinait e pela Repórter Brasil (leia matéria em nosso site - http://www.sinait.org.br/noticias_ver.php?id=5779).

 

A reportagem entrevistou trabalhadores, empresários e Auditores-Fiscais do Trabalho nas cidades de São Paulo, Toritama e Caruaru, ambas em Pernambuco, e em Carlópolis, no Norte do Paraná. Os responsáveis pelas confecções revelaram que, em média, a peça – calça jeans – é produzida ao custo de R$ 2,00, chegando ao mercado varejista a partir de R$ 19,99.

 

O programa registra famílias inteiras vivendo da confecção de calça jeans. Na Região de Caruaru, considerado um dos maiores polos de confecção de roupa no país, há cerca de 12 mil oficinas.

 

Em Toritama, as confecções visitadas pela reportagem mostram trabalhadores sem carteira assinada, à margem da lei, e também o labor intenso em pequenas confecções familiares. Embora não tenha sido abordado pelos repórteres, a fiscalização na região é intensa, a cargo dos Auditores-Fiscais do Trabalho da SRTE/PE.

 

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