Campanha salarial – Mobilização continua e importantes decisões serão tomadas nos próximos dias

Auditores-Fiscais do Trabalho e servidores de outras carreiras de Estado intensificam a mobilização e terão que tomar importantes decisões nos próximos dias. Comando de Mobilização fará trabalho de corpo a corpo pelo país


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
16/07/2012



Auditores-Fiscais do Trabalho e servidores de outras carreiras de Estado intensificam a mobilização e terão que tomar importantes decisões nos próximos dias. Comando de Mobilização fará trabalho de corpo a corpo pelo país 


A mobilização do funcionalismo público caminha para um aprofundamento. Com a aproximação da data limite para que o governo encaminhe ao Congresso a Lei Orçamentária Anual – LOA, em 31 de agosto, esgota-se também o prazo dado ao governo pelas entidades representantes de servidores públicos para que uma proposta seja apresentada às categorias em negociação, por melhores condições de trabalho e reajuste para recomposição das perdas salariais. Decisões muito importantes deverão ser tomadas nos próximos dias. 

  

Há categorias que já entenderam, há muito tempo, que somente a radicalização do movimento é capaz de provocar uma resposta do governo. Este é o caso dos professores das universidades públicas que, depois de mais de dois meses em greve, conseguiram que o governo negociasse e apresentasse uma proposta, que ainda está sendo analisada pela categoria. 

  

Outros setores, em estado de mobilização, utilizam características peculiares de sua atividade para organizar o movimento e assim, alertar o governo para o fato de que este é um aviso: as categorias, realmente, estão dispostas a tomar atitudes mais drásticas caso não obtenham respostas à pauta de reivindicações. 

  

As carreiras de Estado, juntas, podem provocar muitos transtornos ao governo. Operações padrão em grandes proporções ou paralisação de determinados setores podem parar o país, prejudicando a arrecadação, a emissão de documentos, o combate ao crime, os negócios, o setor produtivo, o movimento em portos e aeroportos. Os efeitos já começam a ser sentidos. 

  

O Sinait está junto com outras categorias nesta campanha salarial, organizadas na União das Entidades Representativas das Carreiras de Estado. As decisões têm sido tomadas em conjunto, atividades têm sido organizadas em conjunto. Em uma nova reunião a ser realizada nesta terça-feira, 17 de julho, os dirigentes tratarão dos encaminhamentos a serem dados ao movimento a partir do dia 31 de julho, caso o governo não abra negociação até aquela data. Até lá, a mobilização continuará forte. 

  

Nesta quinta-feira, 19 de julho, um Ato Público acontecerá em São Paulo, em frente à sede do Banco Central. Na semana passada, ato semelhante realizado no Rio de Janeiro obrigou o BC a transferir suas operações para outro local, causando instabilidade no mercado. 

  

Assembleia Nacional presencial 

As entidades preparam assembleias nacionais a partir do dia 1º de agosto. Em audioconferência realizada na manhã desta segunda-feira, o Comando de Mobilização do Sinait decidiu marcar a Assembleia Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho para o dia 3 de agosto, uma sexta-feira. 

  

Desta vez a Assembleia não será feita por correspondência. O Comando optou pela forma presencial nas capitais e nas Gerências Regionais do Trabalho e Emprego no interior dos Estados. Os indicativos a serem analisados serão construídos e divulgados nos próximos dias.  "Os indicativos para a AGE do dia 3 de agosto dependerão das posições assumidas pelo governo até o dia 31 de julho", disse a presidente do Sinait, Rosângela Rassy.

   

Enquanto isso, a mobilização continua. Os diretores do Sinait integrantes do Comando de Mobilização vão fazer um trabalho de corpo a corpo pelo país. Além de dividirem entre si contatos pessoais com os Delegados Sindicais para avaliar a situação em cada Estado e organizar a mobilização, deverão visitar algumas capitais e polos estaduais de concentração de várias gerências regionais. 

  

“A hora é de decidir qual  rumo será tomado pela categoria”, diz Rosângela, lembrando que o “estado de mobilização” em que a categoria se encontra há um mês é a preparação para um enfrentamento maior.  

  

“Ninguém está desavisado. Os Delegados Sindicais e filiados estão informados de tudo o que acontece, as notícias são divulgadas diariamente e temos dois dias da semana dedicados às mobilizações e à organização das atividades. Para quem ainda não percebeu a importância do momento, é chegada a hora de deixar de lado o comodismo e participar. Os benefícios que podemos conseguir serão para todos, porém, não virão sem luta e união. Isso é o que testemunhamos em anos anteriores e também nesta campanha salarial”, avalia a presidente. 

  

Nesta semana, em vários locais as atividades já estão preparadas e devem se intensificar também na próxima semana, mostrando ao governo o quanto os servidores estão organizados e firmes em seus propósitos. Terça e quarta-feiras, na maioria dos Estados, continuam sendo os dias de suspensão dos plantões fiscais e outros serviços que dependem do atendimento dos Auditores-Fiscais do Trabalho. Quanto mais organização e união, melhor.

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