Representantes das carreiras reagiram à afirmativa do Secretário de Relações do Trabalho de que o governo fará “reflexões” sobre as reivindicações apresentadas e disseram que as categorias querem uma resposta concreta sobre reajustes para 2013
Durante reunião nesta quinta-feira, 12 de abril, no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MP, representantes das carreiras do Fisco – Sinait, Sindifisco Nacional e Anfip – cobraram rapidez do governo para que a mesa de negociação de 2012 avance e gere fatos concretos, principalmente em relação ao reajuste salarial para 2013. A presidente do Sinait, Rosângela Rassy, e demais dirigentes sindicais entregaram ao secretário de Relações do Trabalho do MP, Sérgio Mendonça, um documento com os pontos prioritários da pauta reivindicatória.
A cobrança veio após Sérgio Mendonça solicitar uma nova reunião com o grupo no dia 11 de maio, às 10 horas, que já foi marcada. No próximo encontro, ele se comprometeu em dar posicionamentos sobre as “reflexões” que o governo fará a respeito da pauta reivindicatória entregue.
O secretário falou que o “governo está pensando nos impactos para 2013”, mas não sinalizou se parte desse impacto está diretamente ligado a um reajuste para as carreiras do Fisco.
Os sindicalistas reiteraram ao Secretário que os servidores não querem respostas sobre “reflexões” e estão insatisfeitos por não receberem a devida valorização, mesmo exercendo funções importantes para o desenvolvimento do país, além de estarem frustrados com o fato de o governo não ter apresentado nenhuma contraproposta durante a negociação salarial do ano passado, que foi longa e improdutiva.
Também destacaram que isso está gerando um clima de desconfiança nas categorias em relação ao Poder Executivo, daí a necessidade da negociação evoluir rapidamente para um posicionamento do governo sobre a pauta reivindicatória.
Os representantes das entidades deixaram claro que querem uma resposta do governo até o dia 30 de maio e adiantaram que as categorias já estão se mobilizando.
Os dirigentes informaram a Mendonça que irão consultar os filiados em Assembleias Gerais sobre uma paralisação de advertência dos Auditores-Fiscais do Trabalho e dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil em todo o país no dia 9 de maio e sobre a realização de um ato público em São Paulo na mesma data. De acordo com o andamento das reuniões, também poderão ouvir as categorias sobre uma nova paralisação para o dia 17 de maio.
Comunicaram, ainda, que caso as negociações não avancem até esse prazo, a categoria deverá ser ouvida sobre a possibilidade de um estado de greve.
Para a presidente do Sinait, Rosângela Rassy, o resultado da reunião reforça a necessidade de a categoria estar preparada para a mobilização, pois o diálogo com o governo não será fácil. O calendário de atividades sugerido pelas entidades da Frente da Campanha Salarial Conjunta será submetido à aprovação dos servidores e é imprescindível a participação maciça dos Auditores-Fiscais do Trabalho para fortalecer o movimento e obter sucesso na negociação.
Reivindicações
Na pauta reivindicatória apresentada na reunião constam os seguintes itens prioritários: reajuste de 30,19% no salário final, criação de indenização de fronteira e zona inóspita (locais de difícil acesso) e uma distribuição mais justa e equânime dos Auditores-Fiscais na tabela remuneratória.
Os representantes ressaltaram a necessidade de diminuir a defasagem entre o salário inicial e o salário final ao longo da carreira. A proposta das entidades é que a tabela remuneratória seja composta por seis padrões com 4,5% de diferença entre eles, divididos em três classes. A proposta da nova tabela está disponível na área restrita em “Informes” (para acessar, use o número de seu Siape como login e o número de seu CPF como senha).
Os demais itens da pauta reivindicatória serão apresentados nos próximos encontros com a Secretaria de Relações de Trabalho do MP.
Pelo Sinait, além da presidente Rosângela Rassy, participou da reunião o diretor Marco Aurélio Gonsalves.