Trabalhadores da usina de Jirau voltam a cruzar os braços


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
12/03/2012



Cerca de 16 mil trabalhadores estão parados desde quinta-feira, dia 8, na Usina Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia, na Região Norte do país. Amanhã, às 7 horas, haverá uma assembleia para debater as reivindicações a serem incluídas na pauta e deliberar sobre o retorno ou não dos operários ao trabalho.


Para o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil do Estado de Rondônia – STTICERO -, Altair Donizete, os operários e o Sindicato estão sendo pressionados pelo governo, empresas e órgãos públicos ligados à obra para que a paralisação acabe. “Precisamos definir os pontos da pauta e retomar as negociações”, diz o sindicalista.

 

Os pontos reivindicados pelos trabalhadores:

 

1 – Aumento de 30% das horas extras para todos os dias da semana, inclusive, sábados, domingos e feriados. Hoje é de 70% apenas para os finais de semana, arrendodando para 100% em qualquer hora extra realizada;

2 – Visita a família a cada 70 dias. Hoje o período de intervalo de visita é de 90 dias;

3 – Cesta-básica de R$ 350,00, hoje é de R$ 170,00;

4 – Auxílio ao Filho Excepcional que é hoje de R$ 350,00 aumentar para R$ 500,00;

5 – O Plano de Saúde para o trabalhador deverá ser estendido aos seus familiares.

6 – Pagamento de Periculosidade ou Insalubridade nos setores de risco;

7 – Aumento na Participação dos Lucros e Resultados – PLR -, que hoje é de 25 horas, aumentar para 50 horas mensais.

8 – Aumento no piso salarial da civil – pedreiro, carpinteiro, armador, lançador de concreto –, que recebe R$ 1.113,00, reivindica aumento para R$ 1.350,00; Ajudante tem o piso de R$ 801,00 e quer o reajuste para R$ 1.100,00;

9 – Classificação – o operário ao mudar de serviço tem 90 dias para ser enquadrado na nova função pela empresa com direito a ajuste salarial.

10 – Melhoria na qualidade da alimentação dos refeitórios.

 

Usina Hidrelétrica de Jirau

 

No ano passado, nesta mesma época do ano, houve uma rebelião na obra da hidrelétrica de Jirau, quando 1,3 mil empregados cruzaram os braços pela terceira vez, desde 2009, ano do início das obras, deixando o canteiro completamente parado.

 

Durante a paralisação houve confronte entre os empregados de empresas que fazem parte do consorcio. As disputas começaram porque algumas empresas concediam mais benefícios do que outras, o que causava desconforto entre os operários. Uma empresa oferecia uma cesta básica de R$ 110,00, enquanto outra oferecia uma cesta de R$ 310,00, por exemplo.

 

Um dos incidentes ocorridos foi um incêndio que destruiu um dos alojamentos. Na época, a Força Nacional foi acionada pelo governo federal, para garantir a segurança dos trabalhadores. Os protestos em Jirau repercutiram nas obras de outras hidrelétricas em construção pelo Brasil.

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