Novos critérios para aviso prévio


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
27/02/2012



Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 2845/11, que propõe novos critérios para o aviso prévio e, caso aprovado, mudará a redação da Lei 12.506/11, que versa sobre o assunto.

 

O autor da proposta é o deputado Manato (PDT-ES) que decidiu apresentar um projeto de lei sobre o tema por considerar a Lei 12.506/11 - em vigor - muito concisa, a qual já ocasionou ambiguidades na esfera do Executivo e do Judiciário.

 

Para o deputado Manato, há vários pontos que precisam ser esclarecidos, como, por exemplo, o prazo de duração de aviso prévio de 30 dias, que será ampliado em três dias por ano de serviço. Além de negociação para o caso do empregado pedir demissão para assumir um novo emprego. Segundo o deputado, não fica claro se o empregado precisa cumprir aviso prévio ou compensar financeiramente o empregador na falta do aviso.

 

Mais detalhes na matéria abaixo

 

 

17/2/2012 – Agência Câmara

 

Proposta cria novas regras sobre aviso prévio

 

A Câmara analisa o Projeto de Lei 2845/11, do deputado Manato (PDT-ES), que estabelece novas regras sobre o aviso prévio e altera a lei que trata do tema (Lei 12.506/11). Manato argumenta que o texto em vigor desde outubro do ano passado é muito sucinto e já gerou muitas dúvidas, tanto no âmbito do Executivo como no do Judiciário.

 

A lei determina que o período de aviso prévio é de 30 dias para o empregado com até um ano de trabalho na empresa. A esse montante são acrescidos três dias por ano de serviço, até o máximo de 60 dias extras, totalizando um período de 90 dias.

 

Manato considera, no entanto, que a legislação não deixa claro se o empregado com apenas um ano de serviço teria direito a 30 dias de aviso prévio e mais três dias pelo mesmo ano completado. Por isso, propõe que o texto da lei especifique que serão acrescidos três dias por ano de serviço ao aviso prévio a partir do segundo ano.

 

O deputado também questiona a aplicação do aviso prévio em favor do empregador. “O novo aviso prévio também é direito do empregador, ou seja, se o empregado pedir demissão por ter em vista outro emprego, ou por outro motivo, deve avisar o patrão com meses de antecedência ou indenizar vários meses por não ter avisado?”, indaga. O projeto de Manato estabelece, então, que o empregado deverá cumprir aviso prévio de 30 dias ou terá que indenizar o empregador na falta do aviso.

 

Manato ressalta ainda que não ficou claro na lei se o direito previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Decreto-Lei 5.452/43) de reduzir a jornada de trabalho em duas horas ou em uma semana durante os 30 dias seria estendida aos demais meses. Dessa forma, a proposta determina que o empregado terá direito a faltar sete dias por mês ou trabalhar duas horas a menos por dia durante o período de aviso prévio dado pelo empregador.

 

Ainda de acordo com o projeto, os avisos prévios adicionais previstos em convenções coletivas de trabalho devem ser compensados com o aviso prévio proporcional.

 

Tramitação

O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

Íntegra da proposta:


Fonte: Agência Câmara de Notícias

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