Ipea constata diminuição de desigualdade econômica no país


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
14/02/2012



Recentemente o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea divulgou que o aumento da receita do trabalho na renda nacional vem colocando em evidência outras regiões e equacionando mudanças de investimentos no país.  


Apesar de Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo ainda concentrarem uma das maiores rendas per capita, com 50,8%, Estados como o Pará e o Ceará vêm despontando com o aumento de renda do trabalho, totalizando 5,0%.

 

O estudo avalia ainda que o crescimento da renda do trabalho no país, em áreas que tinham uma participação menor no contexto nacional, irá colaborar para que o governo elabore políticas públicas para a redução da desigualdade social no Brasil. Estas políticas podem impactar na Fiscalização do Trabalho, na medida em que o índice de trabalho formal avance e crie demandas para os Auditores-Fiscais do Trabalho, o que vai exigir do governo muita atenção para cumprir o preceito constitucional de manter a Inspeção do Trabalho como uma instituição verdadeiramente atuante. Para o Sinait, isso se traduz na recomposição e ampliação do quadro de Auditores-Fiscais criando condições para que a fiscalização alcance todo o território brasileiro, agindo em defesa do cumprimento da legislação trabalhista e das normas de segurança e saúde no trabalho.

 

Mais detalhes na matéria abaixo e a pesquisa do Ipea no link: http://www.ipea.gov.br/bd/publicacao_2010.html

 

8-2-2012 – Portal R7

Distribuição da renda nacional mostra redução da desigualdade, diz Ipea

 

Estudo comparou ganhos com salários, pensões e outras rendas entre 1995 e 2009

 

A participação do rendimento do trabalho na renda nacional vem apresentando crescimento desde 2002 e representou 43,4% da soma de salários, pensões e outras rendas dos brasileiros em 2009. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (8) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).



A noção da participação do rendimento na renda nacional é um importante indicador da distribuição de renda em um país. A partir dela, o governo cria políticas específicas de diminuição da desigualdade social.



Os números do Ipea mostram, ainda, que a região Sudeste apresentou a maior queda na participação da renda do trabalho, enquanto todas as demais melhoraram suas posições.



Em 2009, a distância que separava o Sudeste e o Norte, região com a menor participação relativa na parcela nacional do rendimento do trabalho, foi de 8,5 vezes. Em 1995 essa relação era de 14,5 vezes. Ou seja, houve uma diminuição na desigualdade regional de 41,4%.

 

Ainda assim, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo continuam liderando o ranking, com 50,8% de tudo o que os trabalhadores recebem no Brasil.



O Ipea também constatou que, somando a região Sul, mais de dois terços de toda a parcela nacional do rendimento do trabalho encontra-se localizada em apenas duas regiões.



Isoladamente, os Estados mais ricos apresentaram números que, à primeira vista, poderiam ser preocupantes. São Paulo viu sua participação na renda nacional cair de 34,6%, em 1995, para 28,5%, em 2009.



O Rio de Janeiro passou por processo semelhante, saindo de 10,9% para 10,4% no mesmo período. Minas Gerais cresceu: de 9,5% para 10,1%.



Um dos motivos que pode explicar essa oscilação é justamente uma maior distribuição de renda em todo o país. O Pará, por exemplo, saltou de 1,4% para 2,5% no período pesquisado pelo Ipea. O Ceará também viu sua participação crescer, de 2,2% para 2,5%.

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