A Organização das Nações Unidas - ONU informou que dois terços da população mundial -- 5,1 bilhões de pessoas -- não dispõem de benefícios sociais trabalhistas e somente 15% dos desempregados no mundo recebem seguro-desemprego.
A análise faz parte de um estudo feito pela responsável pela ONU-Mulher, Michelle Bachelet, ex- presidente do Chile. Ela pretende apresentar o estudo completo durante as discussões da cúpula do G20 (grupo que reúne as 20 maiores economias mundiais), em Cannes, na França, nos dias 3 e 4.
O relatório "Uma Proteção Social por uma Globalização Justa e Inclusiva" destaca que, por meio da garantia dos benefícios sociais, é possível avançar economicamente e atenuar as tensões sociais.
O relatório ainda pontua que é possível estabelecer pisos de proteção social mesmo em países de baixa renda. Para o diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho - OIT, Juan Somavia, "pisos de proteção social são necessários, viáveis e eficazes". O diretor entende que os cortes nos programas de proteção social, que foram estabelecidos como parte dos pacotes de recuperação fiscal, podem enfraquecer a recuperação mundial.
Com informações da OIT
Mais informações na matéria abaixo da Agência Brasil.
Dois terços da população mundial não têm benefícios trabalhistas, diz ONU
Sex, 28 de Outubro de 2011 - 11:00h
Dois terços da população mundial, 5,1 bilhões de pessoas, não dispõem de benefícios sociais trabalhistas, informou a Organização das Nações Unidas (ONU).
Apenas 15% dos desempregados no mundo recebem seguro-desemprego. A análise faz parte de um estudo feito pela responsável pela ONU-Mulher, Michelle Bachelet, ex- presidente do Chile.
Bachelet pretende apresentar o estudo completo durante as discussões da cúpula do G20 (grupo que reúne as 20 maiores economias mundiais), em Cannes, na França, nos dias 3 e 4 de novembro.
O relatório Uma Proteção Social por uma Globalização Justa e Inclusiva destaca que, por meio da garantia dos benefícios sociais, é possível avançar economicamente e atenuar as tensões sociais.
No começo deste mês, em Bruxelas, na Bélgica, a presidente Dilma Rousseff defendeu a adoção de medidas que combatam a fome e a pobreza como meios de melhorar a qualidade de vida da população e proporcionar condições para os avanços econômicos.
Além disso, em visita a Brasília, a ministra das Relações Exteriores da Colômbia, María Angela Holguín, sugeriu que os países latino-americanos se unam na tentativa de reagir coletivamente aos impactos causados pela crise econômica internacional.
Para ela, o ideal é ampliar os acordos bilaterais e multilaterais. A chanceler veio ao Brasil para intensificar as parcerias em tecnologia, educação, combate à violência e à exploração sexual.
Fonte: Agência Brasil