O governo federal prometeu, mas não cumpriu. Prometeu apresentar nesta quinta-feira, 18, contraproposta às reivindicações de mais 30 carreiras que integram o Fórum das Carreiras dos Servidores Públicos, mas frustrou todo mundo: nenhum índice foi colocado em discussão.
A situação é a mesma vivenciada pelas carreiras integrantes da Frente da Campanha Salarial Conjunta – Auditores-Fiscais do Trabalho e da Receita Federal do Brasil, Policiais e Peritos Criminais da Polícia Federal. Nesta quinta-feira, 18, em razão da falta de proposta do governo, as categorias realizaram assembleia para decidir se farão uma paralisação de advertência no dia 24 de agosto, próxima quarta-feira. O Sinait aguarda as atas dos Delegados Sindicais para aferir o resultado da votação das pautas propostas.
Uma nova reunião com a Frente da Campanha Salarial Conjunta está marcada para a próxima terça-feira, 23. O Sinait espera que uma contraproposta efetiva seja apresentada pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, em respeito aos servidores e em reconhecimento ao papel estratégico que representam na estrutura do Estado.
Veja informações sobre a negociação do governo com outras carreiras:
19-8-2011 – Blog do Servidor
JORGE FREITAS
O governo prometeu, mas não cumpriu. Os representantes dos servidores públicos federais saíram ontem de mãos abanando do Ministério do Planejamento. O secretário de Recursos Humanos, Duvanier Ferreira, havia prometido entregar aos sindicalistas a proposta de reajuste das carreiras do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE), Previdência, Saúde e Trabalho (CPST) e carreiras correlatas, espalhadas pelos diversos ministérios. As reuniões com diversas categorias foram até o fim da noite, mas nada foi apresentado.
Ferreira já havia adiantado que seriam contemplados os três níveis (superior, intermediário e auxiliar), além dos aposentados e pensionistas. Mas avisou que o Planejamento estava trabalhando "no seu limite". Os servidores dessas carreiras - 420 mil, entre ativos e inativos - querem a extensão da tabela prevista na lei nº 12.277/10, que beneficiou cinco cargos de nível superior (engenheiros, arquitetos, geólogos, economistas e estatísticos) com aumentos de até 78%.