30-6-2011 – Sinait
Uma obra citada em matéria do jornal Correio Braziliense publicada nesta quarta-feira, 29, sobre o descumprimento de normas de segurança em obras de construção civil, foi interditada no mesmo dia por Auditores-Fiscais do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Distrito Federal – SRTE/DF.
Hoje, quinta-feira, 30 de junho, o jornal noticiou mais um acidente envolvendo trabalhador da construção civil, que caiu de um andaime de altura correspondente a cinco andares de um edifício e sofreu ferimentos graves. Neste ano já morreram sete operários no DF e no Entorno, superando todo o ano de 2010, quando o número de óbitos foi de seis. As quedas são uma das causas mais freqüentes de acidentes e mortes no setor.
Também hoje, no centro da cidade de São Paulo, um operário morreu e outro ficou ferido após a queda de uma laje. Bombeiros que socorriam as vítimas também ficaram feridos durante a operação de salvamento, pois houve um segundo desabamento. A obra, segundo informações da prefeitura de São Paulo, era irregular. O operário que morreu tinha 16 anos. Na semana passada, outros dois casos, de queda e soterramento, foram registrados.
Em Minas, Gerais, no município de Itabira, ontem, outro operário caiu de um andaime e quebrou o punho. O andaime era de madeira e não agüentou o peso do trabalhador. Outros casos semelhantes aconteceram em obras nos Estados de Santa Catarina, Pernambuco, Paraná...
Estes são casos que foram noticiados. Há centenas que não são nem mesmo notificados, pois os operários não têm Carteira de Trabalho assinada, estão na informalidade e sem qualquer cobertura de assistência social. Acidentes de trabalho acontecem diariamente no país, em todos os setores, lesando, mutilando e matando trabalhadores. Auditores-Fiscais do Trabalho não conseguem fiscalizar todas as obras em andamento, que se multiplicaram pelos grandes centros urbanos devido ao aquecimento do setor. Em todo o Brasil, Auditores-Fiscais do Trabalho especializados em saúde e segurança do trabalho são cerca de 600, alguns exercendo atividades internas. É um número absolutamente insuficiente para dar conta da demanda crescente por fiscalização dos ambientes de trabalho, que não se restringem à construção civil, chegando a indústrias, fábricas, portos, etc.
A falta de Auditores-Fiscais do Trabalho e o não cumprimento das normas de segurança por parte dos empresários da construção civil estão formando uma equação mortal, que atinge não só os trabalhadores, mas suas famílias, o INSS e a economia. Este quadro precisa mudar.
Veja matérias relacionadas.
Outros casos de acidentes de trabalho podem ser conferidos no site da Revista Proteção – www.protecao.com.br
30-6-2011 - Sinait
Fiscais interditam obra insegura
Um canteiro de obras com condições inadequadas de segurança foi embargado na manhã de ontem pela Superintendência Regional do Trabalho no Distrito Federal. O canteiro, situado em Ceilândia, no Conjunto O da QNN 23, apareceu em reportagem publicada ontem pelo Correio sobre acidentes de trabalho na construção civil. O local empregava funcionários que trabalhavam sem capacetes, cintos de segurança e uniformes. Além disso, os pavimentos sem paredes não tinham estruturas de contenção e não havia anteparo para evitar que materiais utilizados na obra caíssem e atingissem os passantes.
A Superintendência Regional, vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), informou que o embargo só será retirado quando todas as irregularidades encontradas forem sanadas. Além dos problemas relativos à segurança dos trabalhadores, o órgão constatou que quatro operários encontrados no local no momento da fiscalização não tinham carteira assinada e que o canteiro não dispõe de banheiros.
Além de ter sido obrigado a interromper os trabalhos no canteiro, o proprietário, Danilton Elias da Silva, foi autuado. Ele pode receber multa com valor a ser determinado pelo superintendente regional do Trabalho no DF, Jackson Machado. Danilton Silva não foi encontrado para comentar a interdição da obra.
Jackson Machado informou que os fiscais do trabalho atuam segundo um cronograma de visitas e não soube informar quando outros canteiros com problemas de segurança mostrados na matéria serão visitados. De acordo com ele, operações do tipo costumam ser sigilosas.
De janeiro a junho deste ano, sete operários da construção civil morreram em acidentes de trabalho, seis no Distrito Federal e um em Valparaíso, cidade do Entorno a 30 quilômetros de Brasília. O número supera os registros de mortes de todo o ano de 2010, quando aconteceram seis óbitos.
O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil e Mobiliário do DF (STICM) reclama que há muitas obras clandestinas e muitas empresas não respeitam as normas de segurança. A entidade queixa-se que há poucos auditores do MTE — são 19 para fiscalizar todo o DF — e cobra que 270 aprovados em concurso sejam chamados. A Superintendência Regional do Trabalho reconhece que a demanda por fiscalização cresceu com o avanço da construção civil, mas alega que a demanda está sendo suprida com o aumento de operações de vigilância.
30-6-2011 – Correio Braziliense
Operário fica ferido ao cair de andaime de obra em Águas Claras
Um operário caiu de um andaime em uma obra na Rua Nove das Pitangueiras em Águas Claras, na manhã desta quinta-feira (30/6). A queda foi de aproximadamente cinco andares. Maurício Cândido de Brito, 25 anos, foi levado ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT) com suspeita de hemorragia interna e fraturas na costela e braço.
O acidente aconteceu por volta das 10h20. O Corpo de Bombeiros não soube informar o que teria causado a queda e nem em que tipo de obra Maurício estava trabalhando.
Só neste ano, sete operários já morreram na construção civil do Distrito Federal e do Entorno. O número supera os registros de todo o ano de 2010, quando houve seis mortes.
30-6-2011 – G1
Corpo de operário é localizado após desabamento no Centro de SP
Acidente aconteceu na Avenida Lins de Vasconcelos nesta quinta-feira.
Dois bombeiros ficaram feridos durante o atendimento da ocorrência.
Caroline Hasselmann Do G1 SP
O corpo do operário Paulo Henrique Francisco dos Santos, de 16 anos, foi localizado no início da tarde desta quinta-feira (30) na obra de uma casa que desabou por volta das 10h na Avenida Lins de Vasconcelos, no Cambuci, na região Central de São Paulo, segundo os bombeiros. O coordenador da Defesa Civil de São Paulo, Jair Paca de Lima, confirmou a localização da vítima.
O corpo do jovem foi resgatado por volta das 13h e encaminhado ao necrotério do Hospital Cruz Azul, da Polícia Militar. Dois bombeiros que atendiam a ocorrência ficaram feridos e foram socorridos para o Hospital da Polícia Militar e para o Hospital das Clínicas, ainda segundo a corporação.
O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Luiz Humberto Navarro, disse que houve um segundo desabamento enquanto os bombeiros procuravam o operário soterrado, ferindo os dois.
Acidente
Navarro disse que os operários estavam trabalhando na obra quando houve um primeiro desabamento. Apenas um não conseguiu sair. Quando os dois bombeiros foram fazer o resgate do operário, a parte da frente da obra desabou também e os atingiu.
Um dos operários sobreviventes, Athos Francisco, era irmão da vítima. Segundo ele, o acidente que matou Paulo Henrique foi muito rápido. “Caiu de uma vez, ninguém viu”, contou.
Obra irregular
De acordo com Jair Paca de Lima, as informações obtidas na Subprefeitura da Sé são de que obra é irregular. Ele afirmou que a construção não preenchia os requisitos de documentos necessários.
Navarro afirmou que o Corpo de Bombeiros vai montar uma operação na obra para deixar o local seguro durante a tarde desta quinta. Segundo ele, apenas o proprietário do imóvel pode aprovar a demolição do sobrado. Um homem que se identificou como advogado dos responsáveis pela obra não quis falar com os jornalistas que aguardavam no local do acidente e disse, por volta das 13h30, que seguia para a delegacia para saber detalhes do caso.