Bahia - Grupo Móvel resgata 53 trabalhadores em Correntina


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
16/06/2011



Um resgate de 53 trabalhadores, em Correntina/BA, feito pelo Grupo Móvel de Fiscalização, coordenado pela Auditora Fiscal do Trabalho – AFT, Luize Surkamp,  resultou no pagamento de 339,5 mil reais em verbas rescisórias e por dano moral individual e coletivo. Os trabalhadores atuavam em duas fazendas na colheita de raiz e na poda de eucalipto.


De acordo com a coordenadora da ação, além de problemas que caracterizam o trabalho análogo ao de escravo, houve também obstrução da ação fiscal com a retirada, pelo proprietário, dos trabalhadores do local. Apesar de na fazenda haver alojamento em condições de uso, os trabalhadores estavam abrigados em um barracão que era utilizado como depósito de insumos agrícolas e agrotóxicos.

 

Nos últimos 16 anos os AFTs resgataram aproximadamente 40 mil trabalhadores escravizados, o que resultou no pagamento de aproximadamente R$ 63,5 milhões.

 

Mais detalhes desta ação na matéria abaixo.

 

14-6-2011 - MTE

Grupo Móvel resgata 53 trabalhadores de regime de trabalho análogo ao de escravo

 

Ação, em Correntina (BA), vai resultar no pagamento total de R$ 339,5 mil em verbas rescisórias e por dano moral individual e coletivo

 

Brasília, 14/06/2011 - O Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego resgatou 53 trabalhadores de regime de trabalho análogo à escravidão, em Correntina (BA), atuando na colheita de raiz e na poda de eucalipto. A ação, iniciada em 8 de junho e em fase de conclusão, foi coordenada pela auditora fiscal do Trabalho Luize Surkamp e contou com a participação do procurador do Trabalho Luercy Lino e de agentes da Polícia Rodoviária Federal.

 

Os trabalhadores foram resgatados de duas fazendas de um mesmo proprietário. A situação de degradância foi caracterizada em virtude das condições de trabalho, tanto nos ambientes dos alojamentos quanto nas frentes de trabalho. Nos locais foram detectados ausência de instalações sanitárias, de materiais de primeiros socorros, de abrigo contra intempéries, de água potável, de equipamentos de proteção individual, de lavanderia, de local apropriado para o preparo de refeições e o transporte era feito em veículos com carroceria aberta. Os trabalhadores não foram registrados em contrato de trabalho, o empregador reteve as carteiras de trabalho e não exigiu a realização de exames médicos admissionais.

 

"Além de problemas que caracterizam o trabalho análogo ao de escravo, houve também obstrução da ação fiscal com a retirada, pelo proprietário, dos trabalhadores do local. Além disso, apesar de na fazenda haver alojamento em condições de uso, os trabalhadores estavam abrigados em um barracão que era utilizado como depósito de insumos agrícolas e agrotóxicos”, contou Surkamp.

 

No total, os 53 trabalhadores resgatados deverão receber R$ 339,5 mil, sendo R$ 77,6 mil em verbas rescisórias, R$ 162 mil por dano moral individual e R$ 100 mil por dano moral coletivo, conforme acertado em Termo de Ajustamento de Conduta firmado pelo representante do MPT com o empregador, no ato da fiscalização.

 

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