Sinait apoia mobilização promovida pelas Centrais Sindicais em defesa dos trabalhadores


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
14/06/2011



Cinco centrais sindicais começaram, esta semana, uma mobilização nacional em defesa dos direitos dos trabalhadores. Além de cobrar a aprovação de matérias junto ao Congresso Nacional como o fim do Fator Previdenciário e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, as entidades vão realizar manifestações em todas as regiões do país até agosto.

 

O movimento é promovido pela Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB),  Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Força Sindical, Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e União Geral dos Trabalhadores (UGT). As entidades estão incentivando outros movimentos sociais como o Estudantil e o Negro a participarem.

 

Sobre a mobilização das centrais, a presidente do Sinait, Rosângela Rassy, afirma que o Sindicato apoia a iniciativa e acredita que as entidades devem mesmo insistir no debate sobre a pauta de reivindicações dos trabalhadores.

 

Rosângela destaca que, durante a mobilização, as centrais vão debater o Projeto de Lei 4330/04, de autoria do deputado Sandro Mabel (PR/GO), que prevê o cumprimento das obrigações trabalhistas somente pela empresa contratante de serviço terceirizado. Uma Comissão Especial já foi criada na Câmara sobre o tema.

 

Segundo Rosângela Rassy, o Sinait é contra a aprovação desta matéria. As centrais sindicais reivindicam a responsabilidade solidária, quando essas atribuições são divididas igualmente com a empresa contratada. Dirigentes do Sinait irão acompanhar a primeira audiência pública da Comissão Especial sobre Terceirização que será realizada nesta quinta-feira, 16, na Câmara.

 

De acordo com a presidente, o movimento também deverá discutir a regulamentação da Convenção 151, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que dispõe sobre a organização sindical e solução de conflitos no serviço público. Aprovada em 2010 pelo Congresso Nacional, a regulamentação desta Convenção está na pauta de negociações das entidades que representam as categorias dos servidores públicos com o Ministério do Planejamento.

 

Mais informações sobre a mobilização nacional das centrais na matéria da Agência Brasil.

 

13/06/2011

Agência Brasil

 

Centrais sindicais iniciam mobilização nacional e reivindicam mais direitos a trabalhadores

 

Vinicius Konchinski - Repórter da Agência Brasil



São Paulo – Cinco centrais sindicais iniciam amanhã (14) um processo de mobilização nacional para pressionar governo e Congresso por melhorias trabalhistas. Até agosto, Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e Nova Central vão promover ações em busca da redução da jornada de trabalho, do fim do fator previdenciário e de outras mudanças.

 

A partir de amanhã, cerca de cem dirigentes sindicais estarão em frente ao Congresso Nacional todas as terças e quartas-feiras para negociar com deputados e senadores a votação de projetos sobre direitos de trabalhadores. A regulamentação da terceirização de funcionários e a ratificação de convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) também vão estar na pauta das discussões.

 

Já a partir de julho, estão programadas mobilizações em todas as regiões do país. No dia 6, vão para as ruas os trabalhadores do Centro Oeste; no dia 14, da Região Norte; no dia 21, da Nordeste; no dia 28, da Sul; e no dia 3 de agosto, da Região Sudeste. “Em São Paulo, faremos nosso grande ato”, complementou o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical. “Queremos fazer a maior passeata da Avenida Paulista.”

 

Em entrevista coletiva concedida nesta manhã para a apresentação do calendário de mobilização, Paulinho disse que a ideia das centrais é acelerar a negociação e conseguir as mudanças reivindicadas pelos sindicalistas ainda neste ano. “Fizemos alguma coisa no primeiro semestre. Agora, no segundo semestre, queremos entrar com o pé no acelerador”, afirmou.

 

Segundo os líderes das centrais, todas as propostas em pauta estão em discussão há tempos. Algumas, como o fim do fator previdenciário e a regulamentação da terceirização, podem ser aprovadas com mais facilidades. Já outras, como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, só receberão o aval do Congresso com “mais pressão”, por isso a importância da mobilização.

 

Movimentos sociais também devem integrar a agenda de manifestações, segundo as centrais. Ubiraci Dantas de Oliveira, vice-presidente da CGTB, afirmou que a política econômica do governo federal é errada e, além dos trabalhadores, movimentos estudantis, feministas e da população negra devem estar presentes nas manifestações. "Existe uma pressão dentro do governo para a volta de uma pauta derrotada, a do neoliberalismo", afirmou.





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