Responsável pelo Projeto de Análises de Acidentes na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego na Paraíba – SRTE/PB, a Auditora Fiscal do Trabalho – AFT Ana Mércia Vieira Fernandes convive com situações extremas, em que trabalhadores são vítimas de acidentes de trabalho, em consequência dos quais muitos morrem e outros ficam com sequelas, muitas vezes, por toda a vida.
13-4-2011 - Portal Força Sindical
Acidentes de trabalho na pauta das centrais sindicais em Manaus
“O Amazonas ocupa o 2º lugar na região Norte, onde são registrados mais acidentes de trabalho, só perdendo para o Pará”, declara Aldemir Amaral, diretor do Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho e Coordenador da Secretaria Estadual de Saúde e Segurança no Trabalho da Força Sindical-AM.
“Infelizmente”, diz Amaral, “não existe campanha de prevenção de acidentes no Estado. Em 28 próximo, considerado Dia Internacional em Memória às Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho, vamos fazer um debate para tentar conscientizar governo e empresas para esta necessidade”. O debate foi organizado pelas centrais sindicais – Força Sindical, CUT e UGT, governo do Amazonas e o Ministério da Saúde.
Dados do Anuário Estatístico da Previdência Social de 2009 demonstram que ocorre em média 1 acidente a cada três minutos. No Brasil foram 78.564 acidentes ocorridos no trajeto; 20.756 casos de doenças; 414.785 acidentes ligados a profissão; 138.955 sem a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), totalizando 723. 452.
No mesmo ano, no Amazonas, foram 769 acidentes de trajeto; 517 casos de doenças; 5.283 ligados a profissão; 2.086 sem CATs, totalizando 8.655. Ainda em 2009 foram registrados na região Norte 160 óbitos, dos quais 24 no Amazonas.
Segundo Amaral, o Amazonas, através do Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador), está implantando na rede do SUS (Sistema Único de Saúde), a notificação compulsória dos agravos relacionados ao trabalho.
Conforme Amaral, estima-se que cerca de 30% dos acidentes atingem mãos, dedos e punhos, mas poderiam ser evitados com investimentos em máquinas modernas e o uso correto do Equipamento de Proteção Individual (EPI).
Muitas vezes o trabalhador fica incapacitado para as atividades produtivas como registra o INSS. Em 2009, na região Norte foram registrados 893 casos e no Amazonas 93 casos de incapacidade.