Presidente da Câmara declara que irá viabilizar votação da PEC 438/01


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
31/03/2011



O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT/RS) comprometeu-se esta semana a pautar a discussão da Proposta de Emenda Constitucional – PEC 438/01 com líderes e bancadas da Casa. A Proposta também chamada de PEC do trabalho escravo prevê o confisco de terras onde for encontrado trabalho escravo.

 

Maia disse que irá viabilizar a aprovação da matéria e de todas as demais que contribuam para erradicar a prática do País e acrescentou que a matéria não pode aguardar votação eternamente, uma vez que já foi aprovada em primeiro turno pela Casa. Apesar disso, a matéria retornará ao Senado, em razão das alterações promovidas pelos deputados

 

O SINAIT como integrante da Frente Nacional Contra o Trabalho Escravo, ao longo desses anos, vem trabalhando em todos os fóruns dos quais participa em favor da aprovação da PEC 438/01. Em maio de 2010, os integrantes da CONATRAE, entre eles o SINAIT, entregaram um abaixo assinado pedindo a sua inclusão na pauta de votação da Câmara, o que não ocorreu devido à grande resistência da bancada ruralista.



O Sindicato Nacional irá continuar trabalhando pela aprovação desta PEC e empenhando esforços para reprimir qualquer tipo de ação que promova o trabalho escravo e degradante no Brasil

Mais detalhes na matéria abaixo da Agência Câmara:

 

29/03/2011 17:26

Marco Maia quer agilizar análise da PEC contra trabalho escravo

Texto aguarda votação em segundo turno desde 2004.

 

Rodolfo Stuckert

 

Em reunião com representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) nesta terça-feira, o presidente da Câmara, Marco Maia, se comprometeu a discutir a Proposta de Emenda à Constituição contra o Trabalho Escravo (PEC 438/01) com os demais parlamentares e a agilizar a sua tramitação. "Quero ouvir os líderes e as bancadas sobre a matéria, mas tenho o entendimento de que essa proposta não pode ficar ad eternum sem debate. Não acredito que haja alguém que venha a defender a existência do trabalho escravo. Vou trabalhar no sentido de viabilizar a votação da PEC e de todas as medidas que ajudem a erradicar essa prática no País", disse.

A PEC prevê que terras onde exista trabalho escravo serão confiscadas para a construção de casas populares ou para fins de reforma agrária. A proposta, que já foi aprovada pelo Senado, aguarda a análise em segundo turno do Plenário da Câmara desde 2004.

O secretário-geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa, lembrou que os esforços da entidade e de outros segmentos da sociedade ainda não foram suficientes para acabar com o trabalho escravo no Brasil – dados do Ministério do Trabalho e Emprego indicam que 33 mil trabalhadores foram resgatados dessa situação nos últimos oito anos. Segundo Barbosa, a aprovação da PEC pode ajudar a melhorar o cenário atual: "Tentamos fazer a nossa parte, mas existem alguns aspectos, como a repressão à prática e a reinserção das vítimas, que precisam de um apoio governamental. A legislação, no caso a PEC, seria um instrumento poderoso no sentido de confiscar terras onde o trabalho escravo for flagrado".

O deputado Cláudio Puty (PT-PA), que participou da reunião, afirmou que a CNBB mostrou apoio à iniciativa de criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o trabalho escravo no País. De acordo com Puty, o requerimento de criação da CPI já conta com mais de 140 assinaturas.


Nobel da Paz

No encontro, Marco Maia também entregou ao secretário-geral da CNBB uma cópia do documento enviado, pela Câmara, ao Comitê do Prêmio Nobel da Paz, que indica a Pastoral da Criança para receber o prêmio em 2011, pelos trabalhos feitos pela médica sanitarista Zilda Arns.

“Nossa intenção é que a doutora Zilda seja reconhecida pela sua dedicação à paz e às pessoas durante toda a vida. Ela é um exemplo para o Brasil e o mundo”, reforçou Maia.

Criada em 1982, a pastoral atendeu até agora mais de dois milhões de crianças. Coordenadora do projeto, a catarinense Zilda Arns morreu em janeiro de 2010, vítima do terremoto que atingiu a capital do Haiti, Porto Príncipe. Ela estava no país caribenho para realizar palestras e prestar ajuda humanitária.

* Matéria atualizada às 18h36.

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