TST - Demitido em período eleitoral, empregado receberá indenização


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
20/01/2011



Após ter sido demitido faltando três meses para as eleições municipais em 2004, um empregado da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), recorreu à Justiça do Trabalho para ser reintegrado à função. Ele alegou que agentes públicos não podem demitir sem justa causa a partir de três meses antes da disputa até os eleitos serem empossados.

Depois de perder a causa junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 9ª região, no Paraná, o trabalhador recorreu ao Tribunal Superior de Justiça (TST) onde a Primeira Turma acatou o recurso por unanimidade, determinando o pagamento de indenização equivalente ao tempo da estabilidade.

Segundo o relator, ministro Walmir Oliveira da Costa, a lei eleitoral não foi respeitada pela Sanepar e o trabalhador foi demitido sem justa causa num período em que tinha garantia de estabilidade no emprego, por ser empregado de sociedade de economia mista.

Compete à Auditoria Fiscal do Trabalho a fiscalização dos direitos trabalhistas dos empregados de Sociedades de Economia Mista e de Empresas Públicas, de todas as esferas administrativas.  

Mais detalhes na matéria publicada no site do TST.

19/11/2011

Tribunal Superior do Trabalho

Empregado demitido em período eleitoral ganha indenização

Quando o empregado da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) foi demitido, sem justa causa, em 10/09/2004, faltavam menos de três meses para as eleições municipais de 03/10/2004. E de acordo com a legislação eleitoral (artigo 73, V, da Lei nº 9.504/97), os agentes públicos não podem demitir sem justa causa na circunscrição do pleito, nos três meses que o antecedem e até a posse dos eleitos.



Por causa da dispensa abusiva, o trabalhador recorreu à Justiça do Trabalho com pedido de reintegração no emprego. Entretanto, o Tribunal paranaense (9ª Região) concluiu que, apesar de a rescisão contratual ter ocorrido dentro dos três meses que antecederam as eleições para prefeito, a lei eleitoral não assegurava estabilidade no emprego aos trabalhadores. Para o TRT, a demissão foi ato legítimo da empresa (sociedade de economia mista), e não era caso de reintegração.



No recurso de revista apresentado ao Tribunal Superior do Trabalho, o empregado insistiu na tese de que tinha direito à reintegração por força da lei eleitoral. Invocou a aplicação à hipótese da Orientação Jurisprudencial nº 51 da Seção I de Dissídios Individuais do TST, segundo a qual a lei é destinada também ao pessoal do regime celetista dos quadros de empresas públicas e sociedades de economia mista.



De fato, esclareceu o relator do processo, ministro Walmir Oliveira da Costa, a norma eleitoral foi desrespeitada, na medida em que, expressamente, proíbe a demissão sem justa causa de servidores públicos no período de três meses que antecedem às eleições - regra extensiva aos empregados de sociedades de economia mista como na situação analisada.



Na avaliação do ministro Walmir, como o trabalhador foi dispensado no período em que possuía garantia de emprego, a empresa tinha a obrigação de pagar indenização equivalente ao tempo da estabilidade. Esse entendimento foi acompanhado pelos demais ministros da Primeira Turma do TST. (RR-1736640- 80.2004.5.09.0016)

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