A América Latina, a partir de janeiro de 2011, terá três mulheres no comando de seus países: Dilma Roussef toma posse em 1º de janeiro como presidente do Brasil; Cristina Kirchner, na Argentina, caminha para o fim de seu mandato; e na Costa Rica, Laura Chinchilla ainda tem um bom caminho pela frente.
O mundo político ainda é essencialmente masculino, mas as mulheres vêm conquistando espaço. Dilma será a 11ª presidente da República na AL. Segundo relatório da ONU, em 2009, em todo o mundo, as mulheres em cargo executivo eram apenas 14.
Veja matéria:
1º-11-2010 – G1
Dilma será a 11ª mulher presidente na América Latina
Das 11, oito foram eleitas e três assumiram interinamente. Petista foi eleita no segundo turno com 56% dos votos válidos
Dilma Rousseff (PT) é a 11ª mulher a ocupar o cargo de presidente na América Latina – a oitava eleita. Dos 33 países da região, a Argentina já teve duas mulheres no governo. Outros oito países latino-americanos tiveram uma mulher presidente: Bolívia, Haiti, Nicarágua, Equador, Guiana, Panamá, Chile e Costa Rica.
Entre as dez mulheres que assumiram o cargo antes de Dilma, sete foram eleitas e três ocuparam a presidência interinamente.
Dilma se elegeu na disputa em segundo turno contra José Serra (PSDB) com 56% dos votos válidos. Ela tomará posse no dia 1º de Janeiro, quando receberá a faixa presidencial do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A primeira mulher a chegar à presidência na América Latina foi a argentina María Estela Martínez de Perón, mais conhecida como “Isabelita” Perón.
Ela era vice na chapa do marido, mas com a morte de Juan Domingo Perón, eleito presidente, “Isabelita” assumiu e governou o país entre 1974 e 1976.
A boliviana Lidia Gueiler Tejada foi a 56ª presidente do país. Assumiu o cargo interinamente em 1977. No Haiti, Ertha Pascal-Trouillot também foi interina entre 1990 e 1991.
A terceira presidente interina na América Latina foi Rosalía Arteaga, no Equador. Ela era vice do presidente eleito, Abdala Bucaram. Como ele foi deposto pelo Congresso, Rosalía foi designada presidente interina do Equador em 1997. Dois dias depois, o Congresso elegeu um novo presidente interino, Fabián Alarcón Rivera, e Rosalía retornou ao cargo de vice.
Violeta Chamorro, da Nicarágua, foi a primeira mulher latino-americana que se tornou presidente por meio de eleição – Isabelita Perón também se elegeu, mas como vice. Em 1990, Violeta Chamorro derrotou nas urnas o atual presidente do país, Daniel Ortega.
Na Guiana, Janet Jagan foi primeira-dama antes de ser eleita presidente, em 1997. O marido dela, Cheddi Jagan, governou o país entre 1992 e 1997, ano de sua morte. Janet, que assumiu em seguida, renunciou em 1999, cerca de dois anos após ter sido eleita, por motivos de saúde.
Também em 1999, Mireya Moscoso se tornou presidente do Panamá. Em 2006, foi a vez de Michelle Bachelet, no Chile.
A argentina Cristina Kirchner, eleita em 2007, a costarriquenha Laura Chinchilla, eleita em fevereiro de 2010, e agora Dilma Rousseff compõem o grupo de mulheres que atualmente governam um país latino-americano.
No mundo
De acordo com o estudo “As Mulheres do Mundo 2010”, divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em outubro, apenas 14 mulheres no mundo ocupavam o cargo de chefes de Estado ou de governo no ano passado.
Em relação à representação feminina no parlamento, apenas 23 países possuíam em 2009 mais de 30% das cadeiras ocupadas por mulheres. Segundo o relatório da ONU, esse número, apesar de pequeno, é um “considerável avanço em comparação aos cinco países que tinham atingido esse nível em 1995”.
As mulheres presidentes na América Latina
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Presidentes
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País
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Período
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María Estela M. de Perón
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Argentina
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1974-1976
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Violeta Chamorro
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Nicarágua
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1990-1997
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Janet Jagan
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Guiana
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1997-1999
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Mireya Moscoso
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Panamá
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1999-2004
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Michelle Bachelet
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Chile
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2006-2010
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Cristina Kirchner
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Argentina
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2007-
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Laura Chinchilla
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Costa Rica
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2010-
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Presidentes interinas
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País
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Período
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Lidia Gueller Tejada
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Bolívia
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1997
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Ertha Pascal-Trouillot
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Haiti
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1991
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Rosalia Arteaga
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Equador
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1997
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Fonte: Observatório de Gênero - Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República.