Sindicato segue atuante em Comitê sobre o futuro do trabalho


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
03/10/2018



Por Dâmares Vaz


Edição: Nilza Murari


O Comitê de Estudos Avançados sobre o Futuro do Trabalho reuniu-se nesta terça-feira, 2 de outubro. Na pauta, a apresentação de um cronograma de audiências públicas nos estados e ainda diagnósticos setoriais sobre o impacto das novas tecnologias nos setores de Indústria, Comércio e Serviços. O presidente do Sinait e a vice-presidente, respectivamente Carlos Silva e Rosa Jorge, participaram do encontro, que ocorreu na sede do Ministério do Trabalho, em Brasília.


As exposições diagnósticas foram feitas pelos representantes da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI, Eduardo Rezende; do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos – Dieese, Clóvis Scherer; da Confederação Nacional da Indústria – CNI, João Emílio; e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai, Luiz Eduardo Leão.


Um dos principais aspectos abordados refere-se aos impactos das novas tecnologias sobre o emprego, qualitativa e quantitativamente. São, por exemplo, questões sobre automação relacionada à diminuição dos postos de trabalho, qualificação da mão de obra para inserção da economia nacional na chamada Revolução Industrial 4.0, desaparecimento ou substituição de carreiras e surgimento de novas. Temas que o trabalhador e entidades representativas terão que enfrentar.


Na avaliação do representante da Nova Central Sindical de Trabalhadores – NCST, Geraldo Ramthun, as discussões acabaram pautadas pelas entidades patronais. “Para os trabalhadores, surgem diversas preocupações, uma delas a qualificação e requalificação para reinserção daqueles que deverão perder o emprego por causa das novas tecnologias”, afirmou. De acordo com dados apresentados nas exposições, até 2022 54% dos trabalhadores brasileiros terão que ser requalificados.


Diante de tudo o que foi exposto, ele aponta que as questões apresentadas serão discutidas com os trabalhadores. Além do tema empregabilidade, serão analisadas as consequências do avanço tecnológico sobre saúde e segurança do trabalho, jornadas de trabalho, e outros campos. “O objetivo é sempre buscar a proteção dos trabalhadores, principalmente quando se pensa na precarização trazida pela reforma trabalhista e terceirização irrestrita, que pode ser agravada.”


Para o presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho – Anamatra, Guilherme Feliciano, o processo de modernização do mercado de trabalho precisa vir acompanhado de políticas públicas de capacitação, e levar em conta a universalidade do mundo do trabalho, que reúne não apenas trabalhadores formais, mas informais. “Na nossa perspectiva, o processo é inexorável e desejável, mas as novas tecnologias e a indústria 4.0 devem se efetivar em sintonia com as realidades sociais do entorno.” Feliciano defendeu ainda a regulamentação de uma das promessas constitucionais de 1988 – a proteção dos trabalhadores urbanos e rurais em face da automação.


Audiências públicas


As audiências públicas nos estados seguirão a seguinte programação: Florianópolis (SC) recebe o grupo no dia 10 de outubro; São Paulo (SP) em 25 de outubro e Recife (PE), em 6 de novembro. Os temas serão Inteligência Artificial, Indústria 4.0 e Economia Compartilhada. Em Brasília, a próxima reunião será em 30 de outubro.


As proposições surgidas das reuniões e audiências públicas e ainda as que forem encaminhadas para o e-mail institucional – [email protected] – serão analisadas pelo Comitê e compiladas num relatório final. O documento, que deve ser finalizado até o dia 23 de novembro, será posteriormente discutido no Conselho Nacional do Trabalho – CNT.


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