Escravidão e financiamento eleitoral


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
18/10/2013



A eleição de 2014 já está nas ruas. Os debates, velados ou nem tanto assim, estão acontecendo e por ocasião do fim do prazo de filiação partidária para os que desejam concorrer ao pleito, delineia-se o quadro eleitoral para o ano que vem.


Junto com a eleição, propriamente dita, vêm várias outras questões, como a “ficha limpa” e o financiamento de campanhas. São fatores levantados no artigo “Não existe a Bancada da Escravidão. Mas a política é usada para manter vivo o trabalho escravo” publicado, no dia 15 de outubro, pela ONG Repórter Brasil, assinado pelo jornalista Leonardo Sakamoto.


De acordo com o jornalista, o ato de doação eleitoral, de certa forma, é um indício de que o doador apoia as ideias do candidato. Só que as relações não são claras e a linha que separa algumas bancadas e propostas equivocadas é tênue.


Para Sakamoto, o trabalho escravo é um instrumento do processo de expansão de capital e se manifesta de forma errônea à margem do sistema. Para que haja a sua erradicação é necessária alteração da estrutura do sistema, consequentemente, transformação na forma de expansão do capital.


Leonardo Sakamoto usou como exemplo as intrincadas conexões entre o Legislativo e o capital em relação à tramitação da Proposta de Emenda à Constituição – PEC nº 57-A, no Senado, a PEC do Trabalho Escravo, que prevê o confisco de propriedades em que o trabalho escravo contemporâneo for encontrado. Segundo Sakamoto, a demora em sua tramitação deve-se a oposição da bancada ruralista, cuja representatividade está intrinsecamente ligada à propriedade da terra, para eles, um bem inviolável.


De acordo com Sakamoto, a conjectura entre doações de campanha e a “Lista Suja” do trabalho escravo do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE não são efetivas, mas o apoio de segmentos políticos aos empresários de agronegócios, segundo Sakamoto,“defendendo-os de acusações de trabalho escravo e desmatamento ilegal, é suficiente para afirmar que há, pelo menos, uma sintonia política fina entre eles. E que, nestes casos, a doação se mostra, em verdade, um bom investimento”. 


Leia aqui na íntegra o artigo do jornalista Leonardo Sakamoto, publicado na Repórter Brasil, no dia 15 de outubro.

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