Frei Betto recebe prêmio da Unesco


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
14/01/2013



O religioso, escritor e teólogo Frei Betto foi o escolhido da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – Unesco, elito por um júri internacional, para receber o prêmio José Marti 2013 por sua sua “contribuição à construção de uma cultura de paz universal e a justiça social e os direitos humanos na América Latina e no Caribe". 


A entrega do prêmio será no dia 30 de janeiro em Havana, Cuba, durante a realização da terceira Conferência Internacional pelo Equilíbrio do Mundo. A data marca o 160º aniversário do nascimento de José Martí, criador do Partido Revolucionário Cubano (PRC) (saiba mais sobre José Marti – acesse http://www.marxists.org/portugues/dicionario/verbetes/m/marti_jose.htm).

 

A premiação foi criada em 1994 e reconhece "contribuições extraordinárias de organizações e de indivíduos à unidade e a integração da América Latina e do Caribe baseada no respeito das tradições culturais e nos valores humanistas". O último vencedor foi o analista político argentino Atilio Alberto Borón, por sua contribuição à unidade e integração dos países da América Latina e do Caribe e por sua contribuição ao estudo e à promoção do pensamento do apóstolo da independência de Cuba.

 

Frei Betto participou como conferencista do 30º Encontro Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho – Enafit, realizado de 18 a 23 de novembro em Salvador (BA), realizado pelo Sinait e pelo Safiteba. Em sua conferência ele tratou da proteção ao trabalhador sob um aspecto humanista, defendeu o fortalecimento das centrais sindicais para efetivar a segurança e saúde dos trabalhadores, e lembrou que foi ele que celebrou a Missa de Sétimo Dia em memória dos Auditores-Fiscais do Trabalho Eratóstenes, João Batista e Nelson, e do motorista Ailton, assassinados na Chacina de Unaí. O crime completará nove anos no próximo dia 28 de janeiro, ainda sem punição dos culpados.

Veja mais notícias sobre o prêmio concedido a Frei Betto.

 

 

11-1-2013 - Rádio Jovem Pan


 

 

 

11-1-2013 – Brasil de Fato

Frei Betto recebe prêmio da Unesco por contribuição à paz

 

da Redação

 

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) escolheu, nesta sexta-feira (11), Frei Betto para receber o Prêmio José Marti 2013. A premiação reconhece sua “contribuição à construção de uma cultura de paz universal e a justiça social e os direitos humanos na América Latina e no Caribe", de acordo com a organização.

 

A Unesco informou em comunicado que Frei Betto foi escolhido após recomendação de um júri internacional. "Frei Betto (Belo Horizonte, 1944) foi eleito por seu trabalho como educador, escritor e teólogo, por sua oposição a todas as formas de discriminação, injustiça e exclusão e por sua promoção da cultura de paz e dos direitos humanos", detalhou a organização.

 

Frei Betto é autor de mais de 50 livros traduzidos para vários idiomas. Ele ingressou na ordem dos dominicanos aos 20 anos de idade, quando estudava jornalismo. Durante a ditadura militar, foi preso duas vezes: a primeira em 1964, que o levou a deixar a universidade, e a segunda entre 1969 e 1973, por colaborar com a organização guerrilheira Ação Libertadora Nacional (ALN). Quando recuperou a liberdade, trabalhou durante cinco anos em uma favela da cidade de Vitoria (ES).

 

Durante a década de 1980, foi consultor sobre as relações Igreja-Estado de vários países. Na década seguinte, integrou o conselho da Fundação Sueca de Direitos Humanos. Adepto à Teologia da Libertação e militante de movimentos pastorais e sociais, foi assessor especial do ex-presidente Lula, entre 2003 e 2004, e coordenador de Mobilização Social do programa "Fome Zero".

 

 

11-1-2013 – Agência Brasil

Unesco concede prêmio a Frei Betto por contribuição para a paz e a justiça social

 

Brasília – A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) concedeu ao escritor e assessor de movimentos sociais Frei Betto o Prêmio Internacional José Martí. Em nota, a Unesco informou que Frei Betto foi escolhido por um júri internacional por sua contribuição à justiça social, aos direitos humanos e à construção de uma cultura de paz universal e por sua oposição a todas as formas de discriminação, injustiça e exclusão.

 

“Me dá muita alegria, mas reconheço que este não é um prêmio à minha pessoa, e sim a todos os movimentos sociais e comunidades com que eu venho trabalhando ao longo de décadas pela paz, justiça e direitos humanos. Eu sou apenas um grão de areia numa enorme praia que converge na direção dessas três bandeiras que constituem a maior ansiedade da humanidade”, disse à Agência Brasil Frei Betto, destacando a importância de, segundo ele, ter sido escolhido por unanimidade do júri. “Eu nem sabia que meu nome tinha sido indicado até ser [extraoficialmente] informado de que eu havia ganho o prêmio”,disse ele, que recebeu hoje (11) o e-mail oficial da Unesco.

 

Frei Betto disse desconhecer quem eram os outros indicados ao prêmio, cujos nomes não foram divulgados pela Unesco.

 

Criado em 1994, por iniciativa do governo de Cuba, o prêmio tem o objetivo de recompensar as organizações ou pessoas que desenvolvam ações que reflitam os ideais do herói da Independência Cubana, José Martí, um defensor da união dos países da América Latina e do Caribe. A distinção também é concedida a quem tenha contribuído para a preservação da identidade, tradição cultural e valores históricos das nações latino-americanas e caribenhas.

 

A sexta edição do prêmio de US$ 5 mil, financiado por Cuba, coincide com as comemorações do 160º aniversário de nascimento de José Martí. A cerimônia de premiação está marcada para o dia 28 deste mês, em Havana. "Faço questão de ir a Cuba para receber este prêmio pessoalmente", comentou Frei Betto.

A cada edição, os nomeados são indicados pelos governos dos Estados membros da Unesco e pelas organizações não overnamentais (ONGs) que colaboram com a organização. O último ganhador,antes de Betto, foi o escritor argentino Atilio Borón.

 

Nascido em Belo Horizonte, em 1944, Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto, é autor de mais de 50 livros traduzidos para vários idiomas. O mais conhecido deles, Batismo de Sangue, venceu o Prêmio Jabuti de 1982, na categoria biografia/memórias. Militante da chamada Teologia da Libertação, movimento de caráter religioso-político surgido na América Latina na década de 1950, Betto participou de vários movimentos pastorais e sociais.

 

Por sua atuação política, foi preso duas vezes durante o regime militar (1964-1985), chegando a passar quatro anos detido. Entre 2003 e 2004 foi assessor especial do então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Também foi coordenador de mobilização social do programa Fome Zero.

 

Edição: Nádia Franco

Categorias


Versão para impressão




Assine nossa lista de transmissão para receber notícias de interesse da categoria.