Trabalho escravo – New York Times registra acusações contra rede espanhola


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
27/12/2012



O jornal Folha de São Paulo reproduz, na edição de hoje, 27 de dezembro, notícia do “New York Times” que liga a empresa espanhola Inditex a trabalho precário e escravo. A rede espanhola é a detentora da marca Zara que, no Brasil, foi flagrada em agosto de 2011 por Auditores-Fiscais do Trabalho que constataram confecções terceirizadas praticando trabalho escravo, explorando trabalhadores estrangeiros, especialmente bolivianos. Este fato é citado na matéria. Na época, a empresa disse que não tinha conhecimento do caso e que passaria a controlar melhor sua linha de produção. 


Recentemente, a Zara foi excluída do Pacto de Erradicação do Trabalho Escravo por contestar judicialmente a legalidade da “Lista Suja” que contém os nomes de empresas e empregadores que se utilizam da prática do trabalho escravo no país.

 

A rede Inditex, na matéria do “New York Times”, é criticada também por desgastar o meio ambiente no processo de fabricação de seus produtos. O consumo excessivo de água é um exemplo citado.

 

Leia a matéria da Folha:

 

27-12-2012 – Folha de São Paulo

Rede é suspeita de trabalho precário e plágio

 

DO “NEW YORK TIMES”

 

A Inditex é atacada em várias partes do mundo por suspeitas de trabalho escravo, agressão ao ambiente e plágio.

 

Christian Louboutin, por exemplo, abriu um processo contra a venda de sapatos com solas vermelhas - sua marca registrada -, mas saiu derrotado.

 

Outra crítica é a de que as roupas são baratas porque são fabricadas em condições precárias. No Brasil, a rede foi autuada e reconheceu que alguns fornecedores usavam trabalho análogo ao escravo.

 

A Inditex diz que colabora com sindicatos e que audita todos os seus parceiros uma vez por ano.

 

A moda rápida é criticada também por desgastar o ambiente. Uma camiseta equivale a 2,7 mil litros de água, além de resíduos químicos. Se, em vez de três camisetas por ano, compram-se 30, o impacto é multiplicado.

 

"Um dia não haverá recursos para sustentar a moda rápida, e por isso o modelo de negócios deles me parece muito vulnerável", diz Alex McIntosh, gerente de pesquisa e negócios no Centro de Moda Sustentável do London College of Fashion.

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