Nesta sexta-feira, 14 de dezembro, Auditores-Fiscais do Trabalho estão concluindo uma ação fiscal que libertou 27 trabalhadores que trabalhavam em fazenda do município de Chupinguaia (RO). A equipe coordenada pelo Auditor-Fiscal Juscelino Durgo está na fazenda realizando os cálculos e conduzindo o pagamento das verbas rescisórias aos trabalhadores, que viviam em condições análogas às de escravo.
Cinco menores estavam entre os trabalhadores que foram encontrados pela fiscalização. Eles recebiam o pagamento em cheques e trocavam com agiotas que cobravam até 50% do valor. A situação dos trabalhadores era precária, segundo os Auditores-Fiscais. Os homens dormiam no chão, em pedaços de espuma, num galpão onde eram armazenados produtos tóxicos servia de alojamento. Um curral também funcionava como alojamento.
Para a fiscalização os trabalhadores disseram que sofriam maus tratos e muitos eram impedidos de deixar o local, configurando assim a escravidão a que eram submetidos ao terem cerceada sua liberdade. Um dos menores relatou que a comida oferecida era pouca e os trabalhadores que adoeciam não recebiam remédios. Os doentes eram obrigados, segundo o adolescente, a trabalhar passando mal.