Artigo - Frei Betto lembra Chacina de Unaí e reconhece avanços da fiscalização no combate ao trabalho escravo


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
12/12/2012



Frei Betto, frei dominicano, escritor e teólogo mineiro, assinou artigo com o título “Trabalho Escravo”, publicado nesta quarta-feira, 12 de dezembro, no jornal “Estado de Minas” (MG). Ele inicia o texto fazendo referência à Chacina de Unaí, que completará nove anos em 28 de janeiro de 2013, sem punição dos criminosos, mas equivocadamente, afirma que a fiscalização que os Auditores-Fiscais do Trabalho realizavam era de combate ao trabalho escravo. A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Minas Gerais – SRTE/MG informou, desde aquela época, que os Auditores-Fiscais do Trabalho Eratóstenes, João Batista e Nelson, levados pelo motorista Ailton, realizavam fiscalização rural de rotina quando foram assassinados. 


Em seguida, Frei Betto afirma que o Brasil tem “uma eficiente fiscalização do trabalho degradante”, citando o Grupo Móvel, e que o número de denúncias apuradas tem crescido, apesar das dificuldades enfrentadas. O religioso ressalta, também, que o trabalho escravo ocorre no campo e nos centros urbanos, sempre em nome do lucro fácil. Estão envolvidos nesse tipo de exploração todo tipo de gente, incluindo políticos, que travam a tramitação de medidas que poderiam servir para inibir a prática da escravidão.

 

Para acabar com a escravidão no Brasil, que atinge cerca de 25 mil pessoas, segundo Frei Betto, será preciso que as centrais sindicais “descruzem os braços” e ataquem o que ele considera uma “nódoa no cenário brasileiro”.

 

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