Ação fiscal realizada em março deste ano resultou no bloqueio de 14 bens do proprietário de um mini-zoológico localizado no município de Santa Inês (MA), cujos animais eram tratados melhor do que os trabalhadores, que viviam em condições subumanas. Os trabalhadores tinham sido contratados para roçar manualmente o pasto dos bois na fazenda próxima ao zoo, onde eram cuidados os animais.
Segundo a fiscalização, os doze trabalhadores eram submetidos ao trabalho análogo ao de escravo. Os alojamentos dos trabalhadores ficavam no meio do mato, em espaço geograficamente isolado e sem meio de transporte disponível. Para chegar ao grupo, a equipe percorreu uma longa trilha a pé a partir do quilômetro 30 da Rodovia BR-222, através de um matagal e de uma estrada alagada. Eles precisaram procurar os trabalhadores em um extenso terreno de pastagem por cerca de duas horas até encontrar o barraco onde estavam os empregados, nas margens de um córrego.
Os trabalhadores dormiam no mesmo terreno da pastagem dos bois. O alojamento era coberto por uma lona e alguns maços de palha, sem paredes laterais ou qualquer tipo de proteção contra animais peçonhentos, chuva e outras intempéries. Eles não dispunham de instalações sanitárias. A alimentação oferecida aos trabalhadores era composta somente de arroz e feijão, enquanto que os cerca de 900 animais do zoo recebiam ração balanceada e supervisão nutricional.
Prédios, fazendas, casas, lotes e um sítio foram os bens bloqueados do pecuarista. A juíza responsável pelo processo também determinou o cumprimento de 27 medidas em defesa dos trabalhadores resgatados. Além dessa punição, o pecuarista poderá ser incluído na “Lista suja” do trabalho escravo.
Assessoria de Comunicação do Sinait com informações da Repórter Brasil