Em uma ação conjunta com o Batalhão de Policiamento Ambiental, realizada na semana passada no Estado do Amazonas, uma equipe de cinco Auditores-Fiscais do Trabalho de diferentes partes do país resgatou doze trabalhadores – dois menores de 18 anos – em quatro embarcações nos municípios de Codajás e Manacaparu. Três eram embarcações de pesca e a terceira fazia transporte de madeira. Além do trabalho escravo, foi constatado o crime ambiental, pois não havia licença do Ibama.
Segundo o Auditor-Fiscal Raul Vital, coordenador da equipe do Grupo Especial de Fiscalização Móvel, a operação foi planejada durante dois meses a partir de um diagnóstico que indicava condições degradantes na atividade da pesca na região. Durante a fiscalização os Auditores-Fiscais encontraram jornada de trabalho excessiva, condições degradantes de alojamento, comida estragada e insuficiente, e os trabalhadores não tinham Carteira de Trabalho assinada. Segundo o coordenador, ações nesta atividade continuarão a ser executadas com apoio das Coordenações Regionais de Inspeção do Trabalho Portuário e Aquaviário, da Polícia Ambiental e do Ibama, pois é grande a preocupação com as condições de trabalho no setor.
A operação foi possível devido ao apoio da Polícia Ambiental, que forneceu os barcos para o transporte dos Auditores-Fiscais do Trabalho. Para chegar ao local onde as embarcações foram abordadas eles tiveram que navegar cerca de 450 quilômetros pelo Rio Solimões de Manaus até Codajás. A operação é inédita nesta área de pesca.
Assessoria do Sinait, com informações do MTE e do jornal A Crítica