Países do Mercosul discutem erradicação do trabalho infantil


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
28/11/2012



Durante as reuniões dos Órgãos Sociolaborais do Mercosul foi realizada a II Conferência Regional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil Mercosul 


As políticas pela erradicação do trabalho infantil em países do Mercosul e a preparação para a III Conferência Global sobre Trabalho Infantil que será realizada no Brasil em 2013 estão sendo discutidas durante o Ciclo de Reuniões Sociolaborais do Mercosul, que teve início nesta segunda-feira, 26 e vai até a próxima sexta, 30, em Porto Alegre (RS). Auditores-Fiscais do trabalho participam da Conferência.

 

Representantes da Organização Internacional do Trabalho – OIT, do governo e da sociedade civil do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela apresentam o resultado de esforços no combate à chaga. Além disso, estão sendo apresentados o Estudo Legislativo sobre o tema e as respectivas propostas de encaminhamentos; os avanços na execução dos Planos Regionais da Argentina, Brasil e Uruguai; o relatório preliminar dos Estudos Rápidos realizados nas zonas de fronteira previamente escolhidas pela Unidade Executora; o Roteiro de Haia e as Estratégias Preparatórias do MERCOSUL rumo à III Conferência Global sobre Trabalho Infantil / 2013.

 

Na agenda das reuniões foi realizada nesta segunda-feira a “II Conferência O Mercosul Unido contra o Trabalho Infantil: na rota da III Conferência Global sobre trabalho Infantil de 2013”. Os temas em debate são: consulta a especialistas sobre novas formas de combater o trabalho infantil frente às metas globais de eliminar as piores formas até 2016; avaliação do Plano do Mercosul de combate ao trabalho infantil; discussão preparatória da III Conferência Global sobre Trabalho Infantil.

 

Para Leonardo Sakamoto, que falou aos presentes na segunda-feira, 26, os avanços ocorridos nos últimos dez anos em virtude da política de combate ao trabalho infantil desenvolvida pelo governo, ainda não são suficientes para erradicar a prática. Segundo ele, é preciso que a sociedade brasileira, principalmente os cidadãos da classe média, se desvincule da opinião de que o trabalho para a criança é uma forma de sobrevivência. “A classe média brasileira ainda tem esse ranço de pegar o filho de alguém para criar, mas com a intenção de repassar trabalhos domésticos como pagamento de casa e comida”.

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