Na noite de abertura do 30º Encontro Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho - Enafit foram prestadas homenagens aos juristas Arnaldo Süssekind e José Augusto Rodrigues Pinto.
Um vídeo feito pelo Sinait, com a participação do Auditor-Fiscal do Trabalho Luis Alexandre Faria, lembrou a atuação do ícone do Direito do Trabalho, Arnaldo Süssekind, morto em 9 de julho deste ano, aos 92 anos. Süssekind era o único remanescente da comissão nomeada pelo presidente Getúlio Vargas para elaborar a Consolidação das Leis do Trabalho – CLT.
No vídeo, a presidente do Sinait, Rosângela Rassy, destaca a homenagem dos Auditores-Fiscais do Trabalho ao jurista. “Para nós ele é o Pai da Inspeção do Trabalho no Brasil porque sem o regulamento da profissão nós não teríamos a garantia que hoje temos e que tornaram a carreira de Auditor-Fiscal do Trabalho tão respeitada pela sociedade, quer pelos trabalhadores, quer pelos empregadores”.
O tributo também lembrou as participações de Süssekind no Encontro dos Agentes da Inspeção do Trabalho - Enait de Manaus, em 1998, e no Enafit de Maceió, em 2002, e sua admiração pela categoria dos Auditores-Fiscais do Trabalho. Clique aqui para assistir ao vídeo.
Trabalho e dignidade
Ao juiz do Trabalho aposentado e consultor Jurídico José Augusto Rodrigues Pinto os Auditores-Fiscais entregaram um Diploma de Honra ao Mérito em homenagem a sua atuação na área trabalhista, seja na condição de jurista ou na de Mestre do Direito de várias gerações.
Atualmente, o jurista é coordenador e professor da Especialização em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho da Universidade Federal da Bahia – UFBA, presidente Honorário da Academia Nacional de Direito do Trabalho (ANDT), além de ser um dos fundadores da Academia de Letras Jurídicas da Bahia.
José Augusto demonstrou estar lisonjeado com o tributo. “Esta homenagem é um prêmio pelos anos dedicados ao Direito do Trabalho”, enfatizou o professor que disse sentir-se honrado por, ao longo de sua jornada, ter convivido com profissionais do mundo do Direito do Trabalho, como os Auditores-Fiscais.
Para o estudioso, o trabalho costuma ser mau visto e mau entendido, mas ao contrário de tudo isso é o trabalho que dignifica o homem. Por isso é preciso que o homem dignifique o trabalho para que tire deste o sustento de sua família. “É preciso elevar o trabalho ao nível que ele merece, fazendo cumprir as leis trabalhistas, só assim o trabalho será colocado em seu lugar de dignificação pela sociedade”, afirmou José Augusto.