Sindicato Norte-Americano vem ao Brasil buscar experiência de sindicatos brasileiros


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
29/10/2012



29-10-2012 - Sinait


Representantes do sindicato norte-americano UAW – United Auto Workers, cujo número de representados chega próximo a um milhão de trabalhadores do setor automotivo, entre ativos e inativos, estiveram no Brasil para visitar o “Salão do Automóvel de São Paulo” e aproveitaram a oportunidade para se reunir com entidades representativas de trabalhadores brasileiros.

 

Na visão dos dirigentes estrangeiros, os sindicatos brasileiros têm avançado e alcançado resultados, o que, para eles, contribuiu para que o Brasil se tornasse uma das economias que mais crescem no mundo e tenha uma classe média crescente. Os sindicalistas elogiaram ainda a liderança dos sindicatos brasileiros na construção de acordos globais entre empresas e sindicatos.

 

No setor sindical é essencial trocar experiências e perceber como é visto o movimento sindical brasileiro perante o mundo. Muito embora a percepção seja positiva, alguns setores precisam de maior participação e adesão dos trabalhadores para se fortalecer em negociações e campanhas salariais.

 

O combate à organização sindical de trabalhadores por parte de empresas e políticos citado na matéria não é uma novidade. Em muitos países, incluindo o Brasil, obstáculos são colocados à atividade sindical. Aqui, a terceirização pode ser encarada como um destes obstáculos, pois pulveriza e enfraquece os trabalhadores, que não “pertencem” de fato a nenhuma categoria.

 

Leia matéria da Folha de São Paulo:

             Mercado

29-10-2012 – Folha de São Paulo

Sindicato dos EUA diz que brasileiros dão lição

 

Presidente da UAW vê mais resultados no país

 

RICARDO RIBEIRO - COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

 

Os sindicatos norte-americanos têm muito o que aprender com os brasileiros, que conseguem muito mais adesões e resultados.

 

A afirmação é de Bob King, presidente da UAW (United Auto Workers), que reúne sindicatos de trabalhadores de fábricas de veículos dos Estados Unidos.

 

King e dirigentes da entidade estiveram no Salão do Automóvel de São Paulo, que acontece na capital paulista até o próximo dia 4. Eles se reuniram com entidades de representação brasileiras, como a CUT.

O UAW é formado por uma rede de mais 750 sindicatos locais que representam mais de 390 mil membros ativos e mais de 600 mil associados inativos nos Estados Unidos, no Canadá e no Porto Rico.

 

Leia trechos de entrevista de King à Folha, concedida antes de retornar para Detroit, onde participa da campanha do democrata Barack Obama, que disputa a reeleição.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/ep.gif

SINDICALISMO NOS EUA

Nos EUA, as corporações e seus aliados políticos estão trabalhando para minar e destruir os sindicatos há mais de 30 anos. A taxa de sindicalização era de 35% a 40% na década de 1950. Hoje, não passa de 11% e de 7% na área privada.

 

Por causa de leis trabalhistas fracas, as campanhas salariais das corporações são de medo e intimidação para impedir que seus empregados realizem a formação de sindicatos e de negociação coletiva.

 

APRENDENDO COM O BRASIL

Admiro o trabalho dos sindicatos no Brasil. Trabalhando com os movimentos populares e por meio do sistema político, eles têm ajudado a fazer do Brasil uma das economias que mais crescem no mundo e a criar uma classe média crescente. Nosso sindicato já aprendeu muito com centrais sindicais brasileiras.

 

Já começamos a construção de acordos globais entre empresas e os sindicatos em todo o mundo, em grande parte graças à liderança de sindicatos brasileiros.

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