Dois trabalhadores morrem e outro fica ferido em acidente de trabalho


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
24/10/2012



Um trabalhador morreu dentro do barracão de uma construtora e mineradora, em São José dos Pinhais, no Paraná, na manhã desta terça-feira, 23 de outubro. Foi o segundo acidente de trabalho com morte esta semana na cidade. 


O outro acidente matou Davi Mosmavec, 47 anos, que trabalhava na manutenção de equipamentos da empresa e estava ao lado de um móvel, quando uma prateleira arrebentou. De acordo com a Polícia Civil, uma bobina indutora muito pesada caiu sobre o peito da vítima, que morreu asfixiada.

 

Na tarde de segunda-feira, o motorista Isidoro Yagnycz, 60 anos, desceu do caminhão para carregar areia em um depósito. O motorista de um basculante não percebeu que Isidoro estava atrás do caminhão e, durante uma manobra, prensou o motorista entre os dois veículos. Isidoro teve múltiplas fraturas no crânio e morreu na hora.

 

Também no dia 22 um pedreiro ficou ferido ao cair de um beiral de telhado  que apresentava rachaduras. Ele e um colega consertavam o beiral, que não suportou o peso e veio abaixo. O acidente foi em Chapadão do Sul, em Mato Grosso do Sul. O companheiro da Vitima conseguiu pular da lage, mas a vitima não conseguiu e caiu. Parte do concreto atingiu sua perna direita. Há suspeita de fratura.

 

Acidentes com e sem mortes viraram rotina para os trabalhadores brasileiros, especialmente na construção civil. O trabalhador que caiu da laje não usava Equipamentos de Proteção Individual – EPIs como determina a Norma de Segurança N° 35, que regula o trabalho em altura.

 

Preocupado com o aumento dos acidentes de trabalho, o Sinait lançou em abril de 2012 sua campanha de prevenção que reivindica mais Auditores-Fiscais do Trabalho para atuar na promoção da saúde e segurança dos trabalhadores e na prevenção de acidentes. O quadro agrava-se a cada dia com os pedidos de aposentadoria. Hoje são menos de três mil Auditores-Fiscais em atividade, quando o ideal, segundo estudo do Ipea, feito a pedido do Sinait, demonstrou que são necessários mais de oito mil. A União, ao não dotar a Fiscalização do Trabalho de condições para realizar sua missão constitucional, torna-se responsável pelas mortes e ferimentos dos trabalhadores.

 

Assessoria de Imprensa do Sinait com informações do Paraná on line e do Correio News (MS).

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