Grupo Móvel resgata 45 trabalhadores em município de Marianópolis no Tocantins


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
09/10/2012



O Grupo Especial de Fiscalização Móvel – GEFM resgatou 45 trabalhadores em situação análoga à de escravos, dentre eles três mulheres e um jovem com menos de 18 anos, numa fazenda localizada a cerca de 55 km do núcleo urbano do município de Marianópolis (TO). A operação aconteceu entre os dias 12 e 22 de setembro, onde foram lavrados 12 autos de infração, e deflagrada após denúncia de uma trabalhadora na representação local da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Tocantins – SRTE/TO. 


Os 45 trabalhadores resgatados laboravam no preparo do terreno para o plantio do grão da soja. Segundo os Auditores-Fiscais, eles cumpriam jornadas exaustivas, que começavam às 6 horas da manhã e iam até às 18 horas, com eventuais extensões de atividades. Os agricultores também não possuíam Equipamentos de Proteção Individual – EPIs.

 

Irregularidades

Durante a fiscalização os Auditores-Fiscais verificaram que água de aparência insalubre era retirada de uma pequena represa próxima ao local e armazenada em galões de combustível reaproveitados e usada para o consumo humano, preparação de alimentos, banho dos trabalhadores, lavagem de roupas e utensílios domésticos.

 

Segundo relatos dos trabalhadores, eles cavaram um poço ao lado da represa com o objetivo de achar uma água de melhor qualidade, mas, o líquido encontrado mostrava-se inadequado, com aparência escura e suja.

 

Precariedade

Os trabalhadores resgatados estavam divididos em dois grupos na área da fazenda. O primeiro grupo ficava alojado perto da represa, sob toras de madeiras cobertas com plástico preto, no meio do mato, à mercê de animais peçonhentos, chuvas e ventos fortes, e era supervisionado pelo “gato” – aliciador da mão de obra contratada.

 

O segundo grupo estava alojado perto da sede da fazenda, em um galpão precário dormindo em redes e camas improvisadas dividindo espaço com máquinas, ferramentas, restos de lixo, combustível e agrotóxicos.

 

Operação

Para o Auditor-Fiscal Newton Lanna, que participou da operação, as ações são fundamentais para a erradicação do trabalho escravo e vêm acontecendo frequentemente em todo o Brasil. “É um trabalho intenso e importante que estamos desenvolvendo apesar do número reduzido de Auditores-Fiscais no país”.

 

A ação foi uma operação conjunta do Grupo Especial de Fiscalização Móvel com representantes do Ministério Público do Trabalho - MPT e a Polícia Rodoviária Federal – PRF.

 

Assessoria de Imprensa do Sinait, com informações do Repórter Brasil.

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