Dirigentes do Sinait buscam apoio parlamentar para tratar de outras reivindicações da pauta dos Auditores-Fiscais do Trabalho, o mesmo procedimento está sendo adotado por outras carreiras
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, sinalizou aos policiais federais que está disposto a negociar a reestruturação de carreira da categoria, uma vez que as discussões sobre reajuste só poderão ser retomadas em 2013, por causa do encerramento desta pauta em 31 de agosto.
Agentes, papilocopistas e escrivães que não aceitaram assinar acordos continuam o movimento grevista, que chegou ontem aos 51 dias.
Diante da posição do governo, de que não negociará nada além dos 15,8%, os dirigentes do Sinait continuam na busca de apoio de parlamentares para reverter essa posição, e também para tratar da negociação de outras reivindicações da pauta dos Auditores-Fiscais do Trabalho.
Nesta quinta-feira, 26 de setembro, eles estiveram com o deputado Sebastião Bala Rocha , (PDT/AP), presidente da Comissão do Trabalho, Administração e Serviço Público – CTASP), para tratar de reivindicações que constam da pauta da categoria, aprovada em Assembleia Geral, e de assuntos administrativos que necessitam do envolvimento dos gestores do Ministério do Trabalho e Emprego - MTE. A melhoria das condições físicas das unidades das Superintendências e Gerências Regionais do Ministério pelo país; o encaminhamento do Projeto da Lei Orgânica do Fisco – LOF, que se encontra na Consultoria Jurídica do MTE e precisa ser enviado à Casa Civil da Presidência da República, estão entre os assuntos que necessitam do apoio da Pasta, entre outros.
Greve dos bancários e da ECT - A onda de greves que assolou o País não ficou somente na esfera pública, chegou também à iniciativa privada. Depois de nove dias paralisados, os bancários do setor público e privado, retornam ao trabalho nesta quinta-feira, 27 de setembro. A categoria aprovou ontem, em assembleia, a nova proposta da Federação Nacional dos Bancos - Fenaban. A classe trabalhadora terá reajuste salarial de 7,5% (somada reposição da inflação aos 2% de aumento real) e aumento de 8,5% para pisos e tíquetes. Os índices valem para todos os funcionários, tanto os de bancos públicos quanto privados.
No Brasil foram paradas 9.386 agências e centros administrativos nos 26 Estados e no Distrito Federal, durante a mobilização.
Os empregados dos Correios, ainda em greve, iniciaram as negociações pedindo aumento de 43,7%, mas a empresa não aceitou. Depois da primeira mediação do TST, foi proposto reajuste de 5,2% nos salários e benefícios, mais um aumento linear de R$ 80. Os Correios aceitaram esse percentual, mas alegaram que não há condições de arcar com os R$ 80.
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) julga nesta quinta-feira (27/9) o dissídio coletivo dos empregados dos Correios e poderá determinar a volta ao trabalho. Em duas audiências de conciliação, a empresa e os trabalhadores não chegaram a um acordo em relação ao reajuste da categoria. O julgamento será feito em reunião extraordinária da Seção de Dissídios Coletivos do TST.
Assessoria de Imprensa do Sinait com informações do Correio Braziliense.