O desemprego no país no ano passado registrou o menor nível em sete anos. As informações constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2011, divulgada nesta sexta-feira (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa traz também dados sobre renda, escolaridade e telecomunicações entre outros.
De maneira geral, o desemprego na ótica da Pnad manteve tendência de recuo ano a ano, em sete anos – com exceção de 2009, cuja taxa de desemprego foi de 8,2%, acima da taxa de 7,1% em 2008, devido à crise econômica global. Mesmo assim, entre 2009 e 2011, o desemprego caiu e o trabalho se formalizou mais.
De 2009 para 2011, houve um aumento 3,6 milhões de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado, o que representa um aumento de 11,8% de trabalhadores formalizados neste período, ou seja, 74,6% de empregados no setor privado neste período tinham carteira de trabalho assinada.
Entre os ocupados, aumentou a participação dos empregados (59,0% para 61,3%) e de dos trabalhadores por conta própria (20,7% para 21,2%). Por outro lado, houve redução de 7,8% para 7,1% nos trabalhadores domésticos e de 4,4% para 3,4% nos empregadores. O contingente de empregados (exclusive trabalhadores domésticos) era cerca de 56,7 milhões, dos quais 80,2% no setor privado e 19,8% no público.
Mercado de Trabalho
O crescimento da população ocupada foi menor que o da população em idade ativa, com comportamento diferenciado segundo a faixa etária.
De 2009 para 2011, houve crescimento de 1,0 milhão de pessoas (1,1%) na população ocupada de 15 anos ou mais de idade, totalizando 92,5 milhões de trabalhadores. No Sudeste, onde estavam concentrados cerca de 43% dos trabalhadores, verificou-se alta de 1,6% na população ocupada. O crescimento da população ocupada foi inferior ao da população em idade ativa, com queda no nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas na população em idade ativa) de 62,9%, em 2009, para 61,7%, em 2011. Houve aumento no contingente de ocupados para todas as faixas etárias, a partir dos 30 anos de idade.
Aumentou contingente de trabalhadores com ensino médio e superior completo
De 2009 para 2011, na população ocupada, cresceram os percentuais de trabalhadores com pelo menos o ensino médio completo (de 43,7% para 46,8%) e de trabalhadores com pelos menos o ensino superior completo (de 11,3% para 12,5%), enquanto o percentual de trabalhadores com o ensino fundamental incompleto caiu de 31,8% para 25,5%.
Contingente de ocupados aumentou nos setores de serviços, comércio e construção
O contingente de ocupados cresceu 5,2% nos setores de serviços (41,5 milhões de pessoas), 1,9% no comércio e reparação (16,5 milhões) e 13,6% na construção (7,8 milhões), de 2009 para 2011, enquanto foram registradas quedas de -7,3% no setor agrícola (14,1 milhões) e –8,0 % na indústria (12,4 milhões).
Para o Sinait, o aumento da formalização só constata o que a entidade vem denunciando, que a fiscalização trabalhista precisa ter seu quadro ampliado para atender a demanda do mercado. Atualmente a fiscalização atua com pouco mais de 2.900 Auditores-Fiscais do Trabalho para atender os 7 milhões de empresas e os 44 milhões de empregados no mercado formal de trabalho.
Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, encomendado pelo Sinait, mostrou que são necessários 5.800 Auditores-Fiscais para fiscalizar as empresas e assegurar a saúde e segurança dos trabalhadores, visando ao combate dos acidentes de trabalho que vêm acontecendo pelo país, especialmente na construção civil, que como mostra a PNAD é um setor que cresceu 13,6% no período de 2009 a 2011, o que representa 7,8 milhões de trabalhadores.
Rendimentos - A desigualdade na concentração de renda continua a diminuir no Brasil em todas as regiões, exceto no Norte. O rendimento médio mensal real dos domicílios particulares permanentes com rendimento foi estimado em R$ 2.419,00 em 2011, representando ganho real de 3,3% em relação ao de 2009 (R$ 2.341,00). Houve aumento do rendimento domiciliar em todas as grandes regiões. O Nordeste registrou a menor variação (2,0%) em relação a 2009, assim como, o menor valor (R$ 1.607,00).
Desde 2007, a Região Centro-Oeste é a que registra a maior renda média real entre as pessoas economicamente ativas e ocupadas. Mas as duas regiões nos extremos das rendas (Centro-Oeste e Nordeste )foram as que mais cresceram.
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Assessoria de Imprensa do Sinait com informações do IBGE.