O Movimento Humanos Direitos – MhuD realizará a entrega da 10ª edição do Prêmio João Canuto no dia 25 de outubro, às 18 horas, no auditório Manoel Maurício, na Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. A homenagem é concedida a pessoas e organizações que se destacaram na defesa dos direitos humanos.
Este ano, os agraciados são Felício de Araújo Pontes Jr. (Procurador da República/PA), Márcia Miranda (Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis e da Comunidade São João Batista/RJ), ONG Apitaço/PE, Dom Fernando Saburido (Arcebispo de Olinda e Recife/PE), Laísa Santos Sampaio (Professora e ambientalista/PA), Maria Alice Nascimento Souza (Diretora Geral da Polícia Rodoviária Federal), Gil Quilombola/MA e Lucia Murat (cineasta/RJ).
A ideia do prêmio é dar visibilidade e estímulo ao trabalho de pessoas e organizações que sofrem ameaças por defenderem os Direitos Humanos e também para instituir mais um elemento de defesa.
João Canuto
Perseguido por sua luta por reforma agrária no sul do Pará, o dirigente sindical João Canuto foi assassinado com 18 tiros, no dia 18 de dezembro de 1985. O crime foi planejado por um grupo de fazendeiros da região, entre eles, Adilson Carvalho Laranjeira, fazendeiro e prefeito do município de Rio Maria na época do crime, e Vantuir Gonçalves de Paula. O inquérito foi concluído oito anos após a ocorrência do crime.
A perseguição e a violência contra os trabalhadores rurais continuaram. Expedito Ribeiro, sucessor de Canuto na presidência do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, foi assassinado em 2 de fevereiro de 1991. Um mês depois, Carlos Cabral, sucessor de Ribeiro e genro de Canuto, foi ferido num atentado a bala.
A denúncia do assassinato de Canuto foi feita pelo Ministério Público apenas em 1996. Sob pressão de organizações internacionais de Direitos Humanos, em 2001, os dois acusados foram pronunciados como mandantes do assassinato.