Bancários entram em greve por tempo indeterminado


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
18/09/2012



Entre as reivindicações da categoria estão a criação de planos de cargos, carreiras e salários para todos os bancários e melhorias na segurança e no atendimento à população


Começou nesta terça-feira, 18 de setembro, a greve dos bancários, por tempo indeterminado, em todo país. A categoria anunciou a paralisação na noite de segunda-feira. O atendimento por meio dos caixas eletrônicos deverá ser mantido, mas o atendimento ao público será suspenso.


Os bancários querem  um reajuste salarial de 10,25%, com 5% de aumento real, e o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários,  mais R$ 4,961,25 fixos. Até agora, a contraproposta oferecida pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) foi de 6% de reajuste salarial.


A categoria também exige a criação de planos de cargos, carreiras e salários para todos os bancários; o pagamento de auxílio-educação (para graduação e pós-graduação); ampliação das contratações; combate às terceirizações; aprovação da convenção que inibe a dispensa imotivada; cumprimento da jornada de 6h; mais segurança nas agências bancárias - como instalação das portas de segurança -; previdência complementar para todos os trabalhadores; elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, entre outros.


Além da proposta de aumento, os bancários pedem melhorias na segurança e no atendimento à população. Em todo o Brasil são cerca de 500 mil bancários, sendo 138 mil na base de São Paulo e região metropolitana. No ano passado, a greve da categoria durou 21 dias. Mas os sindicalistas acreditam que a paralisação deve ser maior que a do ano passado, quando cerca de 45% das agências de todo o Brasil ficaram fechadas. Só no Rio de Janeiro são 16 mil bancários que podem entrar em greve já a partir de hoje.


Em São Paulo, o sindicato promete ainda para esta quinta-feira (20), um ato conjunto das categorias na Avenida Paulista, às 10h, em frente ao Bradesco, na altura do Trianon.


Os sindicatos avaliam a adesão ao movimento no início da tarde desta terça-feira. Mas a imprensa já noticia a adesão em vários estados.

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