Campanha Salarial – A campanha entra em nova fase e categoria deve se manter atenta


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
06/09/2012



6-9-2012 – Sinait


Comando Nacional de Mobilização do Sinait se reúne na semana que vem para avaliar a melhor estratégia de continuidade da mobilização

 

A Campanha Salarial dos Auditores-Fiscais do Trabalho ainda está em curso. Passada a primeira fase que foi concluída com a rejeição da proposta do governo por maioria em Assembleia Nacional e a entrega do Projeto de Lei Orçamentária Anual – PLOA ao Congresso Nacional, é hora de partir para uma segunda fase, que é de intensificação dos contatos com parlamentares – deputados federais e senadores – que poderão alterar o projeto. O objetivo é incluir as carreiras de Auditoria-Fiscal do Trabalho e da Receita Federal do Brasil na previsão de reajuste para o funcionalismo para 2013, com uma proposta melhor do que a apresentada pelo governo, de 15,8% em três anos.

 

As ações continuarão em conjunto com o Sindifisco Nacional e Anfip, que representam os Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil. Na próxima semana o Comando Nacional de Mobilização se reúne para definir a melhor maneira de conduzir as ações dessa nova etapa.

 

No momento, atividades semanais como a suspensão dos plantões ou realizações de atendimento aos trabalhadores na rua estão suspensas, mas deverão ser mantidas as ações de fiscalização dirigidas a setores que geralmente apresentam mais problemas relacionadas a violações de direitos dos trabalhadores nos dias 11, 12 e 13 de setembro. Na Receita Federal os Auditores-Fiscais manterão a operação padrão nestas mesmas datas.

 

É importante que a categoria se mantenha atenta e vigilante, pois a mobilização continua, não só para os Auditores-Fiscais do Trabalho como para diversas outras categorias. Os policiais federais continuam seu movimento, com ações criativas e impactantes. No Judiciário os servidores mantêm a mobilização e até os ministros do Supremo Tribunal Federal não desistiram de conseguir seu reajuste: enviaram novamente ao Congresso uma proposta de reajuste de 7,12%, que tem reflexos sobre o teto do funcionalismo público.

 

Portanto, a batalha continua e a união é nossa melhor estratégia!

 

Veja matéria sobre a proposta de aumento dos ministros do STF:

 

6-9-2012 – O Globo

Ministros do STF pedem aumento

 

Flávia Pierry

 

Proposta enviada ao Congresso é de 7,12% de reajuste; salário seria R$ 28,6 mil



BRASÍLIA Em meio à grita de servidores por reajustes, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, enviou ao Congresso Nacional proposta de projeto de lei que pede o aumento de 7,12% no salário mensal pago aos ministros da Corte. Hoje, eles recebem R$ 26,7 mil. Passariam a R$ 28,6 mil. Esse aumento valeria a partir de 1º de janeiro do próximo ano e provocaria um aumento em cascata. Isso porque o salário de ministro do STF é o teto do funcionalismo público. Os salários de deputados, senadores e presidente da República, equiparados ao STF, também seriam reajustados.

 

A elevação dos vencimentos dos 11 ministros do Supremo também repercute nos salários dos demais magistrados federais em todas as instâncias. Segundo mensagem enviada com o projeto, Ayres Britto informa que o custo no STF será de R$ 1,1 milhão. Em todo o Judiciário, chegará a R$ 285,443 milhões.

O ministro sustenta que o reajuste seria para recompor "perda inflacionária de 7,12%, considerando estimativa de IPCA pelo governo federal para o exercício financeiro de 2012, de 4,7%, e a diferença entre os índices estimados para exercícios de 2010 e 2011, de 5,2% e 4,8%, respectivamente", além de "os efetivamente apurados, de 5,909% e de 6,031% para os períodos".

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